Exército tem 14 mil homens à disposição do Rio de Janeiro para substituir polícias em greve
O Exército brasileiro tem 14 mil soldados à disposição do governo do Rio de Janeiro para substituir polícias, que entraram em greve na quinta-feira, afirmou o secretário da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, Sérgio Simões.
Segundo a Agência Brasil, outros 300 bombeiros da Força Nacional podem ser deslocados para o Estado em caso de necessidade.
No fim da noite de quinta-feira, polícias civis, militares e bombeiros decidiram, em assembleia, iniciar uma greve por melhores salários e pela libertação do cabo Benevenuto Daciolo, que apoiava a greve da Baía.
Segundo os grevistas, citados pela imprensa local, os bombeiros e polícias militares vão ficar dentro dos quartéis, e só vão agir em casos de emergência. Já os polícias civis vão trabalhar com uma força de 30 por cento. Ao todo, as três categorias contam com 71 mil agentes no estado.
O comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro referiu que movimento nas ruas está normal e que está "preparado" para enfrentar a greve. Segundo a corporação, a paralisação deve ter uma baixa adesão.
Na quinta-feira, a Assembleia Legislativa estadual do Rio de Janeiro aprovou um aumento para os polícias militares, que terão salário inicial de 1.669 reais (732 euros) a partir de fevereiro de 2013. Os grevistas reivindicam 3.500 reais (1.535 euros).
A paralisação dos polícias na Baía, que começou no último dia 31, também continua. Mais de 130 pessoas foram mortas no estado nesse período, mais do que o dobro do habitual.
Na quinta-feira, os agentes deixaram a Assembleia Legislativa da Baía, onde estavam acampados, mas não alcançaram um acordo com o Governo e prosseguiram com a greve.
Uma das maiores preocupações dos Governos de Baía e Rio de Janeiro é garantir a segurança aos milhares de turistas que festejam o Carnaval, cuja celebração começa na próxima semana.