Explosão em instalação militar causa pelo menos dois mortos e 80 feridos na Bolívia

Explosão em instalação militar causa pelo menos dois mortos e 80 feridos na Bolívia

Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, entre civis e militares, após uma explosão num quartal militar no município boliviano de Viacha, a cerca de 30 quilómetros de La Paz, informou o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano.

RTP / Adicionar como fonte informativa
EPA

A explosão ocorreu na sexta-feira, numa zona onde estava armazenado material pirotécnico, referiu Justiniano nas redes sociais. As causas ainda estão por apurar.

Ernesto Justiniano explicou em delcarações públicas que as fortes explosões ocorreram no Centro de Manutenção Geral RAM-2 “Bolívar”, em Viacha, a sudoeste da capital administrativa, La Paz.

O ministro da Defesa da Bolívia afirmou que uma primeira explosão “envolveu pólvora negra de material pirotécnico armazenado no local”, enquanto umaa segunda, “muito maior”, ainda está a ser investigada.

"Informações preliminares apontam para possíveis vítimas mortais, mas quero ser responsável. Não daremos qualquer balanço de mortos enquanto essas informações não forem totalmente confirmadas", acrescentou Justiniano.

Os feridos receberam tratamento em vários centros médicos de Viacha, ainda de acordo com o ministro.

“O mais importante esta noite é proteger as pessoas, socorrer os feridos, prosseguir a busca por aqueles que ainda não foram encontrados e garantir que as famílias só regressem a casa quando as condições forem seguras”, disse aos jornalistas, acrescentando que sete pessoas continuavam desaparecidas.

A violenta explosão, seguida de uma espessa coluna de fumo negro no centro da cidade de Viacha, com 100 mil habitantes, ocorreu por volta das 14:30 (19:30 em Lisboa). Foi filmada por moradores e os vídeos foram divulgados pelos meios de comunicação locais.

As equipas de socorro realizavam buscas e verificações nos escombros, enquanto uma investigação foi aberta para determinar as causas da explosão, as condições em que o material pirotécnico estava armazenado e eventuais responsabilidades.

"Neste momento, a nossa prioridade são as pessoas: prestar assistência aos feridos, apoiar as famílias e prosseguir com as operações de busca e verificação", afirmou o ministro da Defesa.

 

C/agências

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