Explosão "sem risco nuclear" em central francesa

Uma explosão ocorrida esta quinta-feira na central nuclear de Flamanville, no norte de França, deixou pelo menos cinco pessoas com sintomas ligeiros de intoxicação. As autoridades locais já descartaram qualquer “risco nuclear”, uma vez que o rebentamento deu-se fora da área mais sensível do complexo.

RTP /
Uma fotografia de novembro de 2009 mostra a construção de um reator nuclear de terceira geração em Flamanville Jean Yves Desfoux - EPA

A explosão aconteceu pelas 9h00 desta quinta-feira, segundo as autoridades francesas, que têm insistido na “ausência de qualquer risco nuclear”. Ainda assim, um dos reatores da central de Flamanville foi entretanto desligado, por precaução.

Pelo menos cinco pessoas ficaram “ligeiramente intoxicadas” pelo fumo, não havendo notícia de feridos em estado grave.

Os serviços de emergência locais deslocaram-se rapidamente ao local da explosão. Como forma de precaução, foi montado um posto médico avançado de emergência para garantir assistência, na eventualidade de existirem mais vítimas.

O município não avançou com o plano especial de intervenção previsto para casos em que haja risco nuclear.

A explosão e o incêndio ocorreram na casa das máquinas da central, uma área considerada como não-nuclear.

A central nuclear de Flamanville é gerida pela EDF, a maior produtora e distribuidora de eletricidade em França, participada pelo Estado francês.

Acidente nuclear descartado
“É um significativo incidente técnico, mas não um acidente nuclear", assegurou o diretor do gabinete do prefeito, Olivier Marmion, aos meios de comunicação locais.

O complexo de Flamanville nasceu na década de 1980. Atualmente está a ser construído um novo reator nuclear, mas os responsáveis pela empresa elétrica já confirmaram que a explosão não ocorreu na zona da obra.

Apesar de ausência de risco nuclear, as ações da EDF caíram dois por cento em poucos minutos na bolsa de Paris, conhecida a notícia da explosão.

O município descartou também a possibilidade de explosão intencional e adianta que o fogo pode ter sido causado por um curto-circuito, avança o jornal francês Ouest-france.
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