Extraditado de Portugal para Angola alegado membro de rede de ciberataques a bancos

Extraditado de Portugal para Angola alegado membro de rede de ciberataques a bancos

Um alegado membro de uma rede internacional de ataques informáticos a bancos foi extraditado de Portugal para Angola, onde se encontram detidos mais dez suspeitos, informaram as autoridades angolanas.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Em comunicado, "o Serviço de Investigação Criminal (SIC) informou que recebeu, na terça-feira, 25 de agosto, por via de extradição vinda da República Portuguesa" o suspeito, um angolano que tinha fugido para Portugal.

O homem, antigo bancário, era procurado pelas autoridades angolanas por alegadamente pertencer a "uma rede criminosa internacional investigada por ataques cibernéticos contra instituições bancárias angolanas".

A investigação policial, considerada de "elevada complexidade", foi iniciada em janeiro de 2025 e, segundo o SIC, "permitiu identificar uma organização criminosa estruturada".

A alegada organização seria "composta por cidadãos nacionais e estrangeiros de nacionalidades nigeriana, costa-marfinense, beninense e libanesa, com divisão de tarefas e atuação dirigida contra instituições bancárias em Angola e outros países da região".

O comunicado adianta que a investigação identificou "ataques consumados e tentativas de ataques" e que a intervenção das  autoridades permitiu impedir a sua concretização de algumas tentativas e preservar montantes significativos.

O suspeito agora extraditado exercia à época funções numa instituição bancária no município do Negage, província do Uíge, em Angola.

De acordo com as autoridades, "terá cedido as suas credenciais de acesso e introduzido um equipamento informático na rede interna do banco, criando condições para o acesso remoto aos sistemas da instituição".

O ataque ocorreu em janeiro de 2025 e, segundo a investigação, provocou um prejuízo económico superior a seis mil milhões de kwanzas (5,6 milhões de euros).

O SIC refere ainda que "após o ataque, o suspeito deslocou-se para Portugal, numa viagem custeada pela própria rede criminosa, onde terá recebido a sua contrapartida financeira e continuado a colaborar no recrutamento de funcionários bancários".

A investigação resultou na detenção de 10 indivíduos, que se encontram em prisão preventiva e prosseguem "ações destinadas à localização e detenção de outros integrantes da organização", em Angola e no estrangeiro.

A extradição de Portugal para Angola resultou da cooperação policial e judiciária internacional no combate à criminalidade informática e financeira organizada.

 

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