Mundo
FBI acusa seis homens de planearem rapto da governadora do Michigan
Nos Estados Unidos, seis homens foram acusados pelo FBI de planearem o rapto da governadora do Michigan, a democrata Gretchen Whitmer, e outros sete foram acusados de conspirarem sobre um ataque ao edifício do Capitólio desse Estado norte-americano para, assim, darem início a uma guerra civil. Os 13 homens são ainda alvo de acusações de terrorismo e posse de armas ilegais.
Segundo o FBI, o grupo que planeou o rapto reuniu-se repetidamente ao longo do verão para realizar treinos com armas de fogo e simulações de combates, praticando ainda a construção de explosivos. Os seis homens ter-se-ão reunido várias vezes para discutirem a missão, incluindo na cave de uma loja cujo acesso era feito através de um alçapão tapado por um tapete.
Os acusados terão vigiado a casa de férias da governadora Gretchen Whitmer em agosto e setembro, procurando nas proximidades por um local onde pudessem colocar e detonar uma bomba para distrairem as autoridades enquanto realizavam o rapto.
Os homens admitiram que planeavam raptar a governadora democrata - que tem gerado contestação devido às suas medidas para controlar a propagação do novo coronavírus - ainda antes das eleições de novembro. Um deles confessou que iriam levar Whitmer para um “local seguro” em Wisconsin para a submeter a uma espécie de “julgamento”.
O agente Richard Trask, do FBI, explicou na acusação formal que um dos homens detidos tinha comprado um taser (arma de eletrochoque) na passada semana para o utilizar na missão. Os homens planeavam ainda comprar explosivos. Cinco dos acusados foram detidos na quarta-feira, no Michigan.
Nas mensagens intercetadas pelos agentes federais, os homens referiam-se à governadora como “tirana” e usavam termos como “bolos” ou “fornos” para se referirem a explosivos. “Uma pessoa irá até casa dela, bate à porta e, quando ela abrir, coloca-lhe um capuz na cabeça”, escreveu um dos membros do grupo numa mensagem aos restantes.
“Sabia que este trabalho seria difícil”, declarou na quinta-feira a governadora Whitmer, em reação às detenções. “Mas vou ser honesta. Nunca poderia ter imaginado algo deste género”.
Ataque ao Capitólio do Michigan
O FBI descobriu ainda que o líder do grupo de seis homens pediu ajuda a membros de um grupo anti-governo, pelo que sete outros homens acabaram por ser acusados de fornecerem materiais para atividades terroristas, de serem membros de um gangue e de usarem armas de fogo para cometerem delitos.
Esses sete homens pertencem, segundo as autoridades, a um grupo extremista conhecido como Wolverine Watchmen, e a procuradora-geral do Michigan acusou-os de recolherem moradas de agentes da polícia, de ameaçarem dar início a uma guerra civil “que levaria ao colapso da sociedade” e de ajudarem a planear não só o rapto da governadora, como de outros membros do seu governo.
O edifício do Capitólio do Michigan, onde funciona o governo estadual, era o principal alvo dos ataques e os homens encontravam-se já a treinar a operação.
“Ainda na semana passada, o Presidente dos Estados Unidos recusou-se perante o povo americano a condenar supremacistas brancos e grupos de ódio como estes dois grupos do Michigan”, criticou a governadora Whitmer, citada pelo New York Times. A responsável acredita que os extremistas “ouviram as palavras do Presidente como um apelo à ação”.
“O meu Departamento de Justiça anunciou que foi desvendada uma perigosa conspiração contra a governadora do Michigan. Em vez de agradecer, ela chama-me supremacista branco – enquanto Biden e os democratas se recusam a condenar o Antifa, anarquistas e multidões que incendeiam as cidades geridas por democratas”, lê-se no tweet de Trump.
Quanto ao modo como tem gerido a pandemia, o Presidente considerou que “a governadora Whitmer, do Michigan, fez um terrível trabalho”. “Ela encerrou o seu Estado a toda a gente, exceto ao seu marido para as suas atividades em barcos”, escreveu, apelando à governadora que “abra o seu Estado, as suas escolas e as suas igrejas”.
A investigação do FBI começou no início deste ano e baseou-se em informadores confidenciais, agentes infiltrados e mensagens intercetadas. Os membros do grupo que planeava o ataque ao Capitólio arriscam penas de até 20 anos de prisão e os homens que planeavam o rapto da governadora arriscam prisão perpétua.
Os acusados terão vigiado a casa de férias da governadora Gretchen Whitmer em agosto e setembro, procurando nas proximidades por um local onde pudessem colocar e detonar uma bomba para distrairem as autoridades enquanto realizavam o rapto.
Os homens admitiram que planeavam raptar a governadora democrata - que tem gerado contestação devido às suas medidas para controlar a propagação do novo coronavírus - ainda antes das eleições de novembro. Um deles confessou que iriam levar Whitmer para um “local seguro” em Wisconsin para a submeter a uma espécie de “julgamento”.
O agente Richard Trask, do FBI, explicou na acusação formal que um dos homens detidos tinha comprado um taser (arma de eletrochoque) na passada semana para o utilizar na missão. Os homens planeavam ainda comprar explosivos. Cinco dos acusados foram detidos na quarta-feira, no Michigan.
Nas mensagens intercetadas pelos agentes federais, os homens referiam-se à governadora como “tirana” e usavam termos como “bolos” ou “fornos” para se referirem a explosivos. “Uma pessoa irá até casa dela, bate à porta e, quando ela abrir, coloca-lhe um capuz na cabeça”, escreveu um dos membros do grupo numa mensagem aos restantes.
“Sabia que este trabalho seria difícil”, declarou na quinta-feira a governadora Whitmer, em reação às detenções. “Mas vou ser honesta. Nunca poderia ter imaginado algo deste género”.
Ataque ao Capitólio do Michigan
O FBI descobriu ainda que o líder do grupo de seis homens pediu ajuda a membros de um grupo anti-governo, pelo que sete outros homens acabaram por ser acusados de fornecerem materiais para atividades terroristas, de serem membros de um gangue e de usarem armas de fogo para cometerem delitos.
Esses sete homens pertencem, segundo as autoridades, a um grupo extremista conhecido como Wolverine Watchmen, e a procuradora-geral do Michigan acusou-os de recolherem moradas de agentes da polícia, de ameaçarem dar início a uma guerra civil “que levaria ao colapso da sociedade” e de ajudarem a planear não só o rapto da governadora, como de outros membros do seu governo.
O edifício do Capitólio do Michigan, onde funciona o governo estadual, era o principal alvo dos ataques e os homens encontravam-se já a treinar a operação.
“Ainda na semana passada, o Presidente dos Estados Unidos recusou-se perante o povo americano a condenar supremacistas brancos e grupos de ódio como estes dois grupos do Michigan”, criticou a governadora Whitmer, citada pelo New York Times. A responsável acredita que os extremistas “ouviram as palavras do Presidente como um apelo à ação”.
Horas depois, Donald Trump utilizou o Twitter para criticar a governadora, defendendo que esta fez “um terrível trabalho” na gestão da pandemia e que a própria deveria agradecer-lhe pelas acusações dos homens pelo FBI.
O Presidente, ainda contagiado pelo novo coronavírus, aproveitou ainda para pedir à governadora que alivie as medidas de contenção no seu Estado.
“O meu Departamento de Justiça anunciou que foi desvendada uma perigosa conspiração contra a governadora do Michigan. Em vez de agradecer, ela chama-me supremacista branco – enquanto Biden e os democratas se recusam a condenar o Antifa, anarquistas e multidões que incendeiam as cidades geridas por democratas”, lê-se no tweet de Trump.
...today that they foiled a dangerous plot against the Governor of Michigan. Rather than say thank you, she calls me a White Supremacist—while Biden and Democrats refuse to condemn Antifa, Anarchists, Looters and Mobs that burn down Democrat run cities...
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) October 9, 2020
Quanto ao modo como tem gerido a pandemia, o Presidente considerou que “a governadora Whitmer, do Michigan, fez um terrível trabalho”. “Ela encerrou o seu Estado a toda a gente, exceto ao seu marido para as suas atividades em barcos”, escreveu, apelando à governadora que “abra o seu Estado, as suas escolas e as suas igrejas”.
A investigação do FBI começou no início deste ano e baseou-se em informadores confidenciais, agentes infiltrados e mensagens intercetadas. Os membros do grupo que planeava o ataque ao Capitólio arriscam penas de até 20 anos de prisão e os homens que planeavam o rapto da governadora arriscam prisão perpétua.