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FBI e CIA juntos na ideia de uma interferência do Kremlin na eleição de Trump

FBI e CIA juntos na ideia de uma interferência do Kremlin na eleição de Trump

O FBI junta-se agora à CIA na teoria de uma interferência de Moscovo para ajudar o candidato republicano, Donald Trump, a vencer as Presidenciais norte-americanas. A informação que partiu de dois membros da Administração Obama, de acordo com a Reuters, coloca agora as chefias das principais agências e o director da Segurança Nacional no mesmo cumprimento de onda em relação à possibilidade de estas não terem sido eleições completamente leais.

RTP /
O presidente norte-americano disse já esta noite que o presidente Putin (nesta imagem durante um congresso em Moscovo) está por trás de tudo o que se passa na Rússia Reuters

De acordo com as últimas informações libertadas pela Reuters e France Presse, FBI, CIA e a agência Nacional de Segurança - ou DNI, Direção Nacional de Informações - estão de acordo acerca do ponto que tem feito polémica nas últimas semanas nos Estados Unidos: o Kremlin esteve por trás dos piratas informáticos (hackers) russos que entraram nos sistemas de várias instituições durante o acto eleitoral de 8 de Novembro.


Já esta sexta-feira, Trump perguntava através da conta Twitter "se se tratava do mesmo ciber-ataque em que se revelou que foram dadas a Hillary [Clinton] as questões de um debate [em que iria participar]".

Inicialmente, o FBI esquivou um apoio às ideias da CIA de que havia uma mão de Moscovo nas fugas de informação que antecederam o escrutínio presidencial.

Esta sexta-feira, o Washington Post noticiava que o director da CIA, John Brennan, fez circular um memorando interno na agência segundo a qual havia “um forte consenso acerca do objectivo, natureza e intenção da interferência russa na nossa eleição presidencial”.
Trump rejeita ideia, Obama visa Putin
Depois de a história sair no Washington Post acerca das suspeitas tomadas como sólidas pela CIA, o chefe do Bureau, James Comey, resistiu à ideia, mas, chegados ao fim do dia, e numa altura em que o presidente Barack Obama dá a sua última conferência de imprensa do ano, ficamos a saber que também o FBI acredita que foram indivíduos ligados ao Kremlin que forneceram ao site WikiLeaks os emails sacados das contas de John Podesta, director de campanha de Hillary Clinton, a candidata dos democratas.

Este círculo agora fechado por FBI, CIA e agência de segurança nacional podem como ainda não tinha acontecido começar a incomodar o presidente recém-eleito Donald Trump, que vem rejeitando em absoluto esta tese.


Trump - que perguntava por que não agiu mais cedo a Administração se estava tão certa da mão de Moscovo - não está agora tão à vontade para evitar o assunto com um simples tweet, estratégia que vem usando para as mais variadas acusações e também para as suspeitas do “hacking” russo. Entretanto, quando procurava desvalorizar a ideia de que a Rússia procurou garantir a sua eleição a 8 de novembro, o Kremlin veio em seu auxílio, denunciando o que considerou serem "acusações gratuitas" por parte da CIA.
Fátima Marques Faria, Rui Magalhães

A própria Hillary Clinton fez eco desta tese durante um jantar, esta sexta-feira, com financiadores da sua campanha e o presidente Obama, que vinha mantendo uma certa reserva em relação ao assunto, foi ontem direito ao ponto, anunciando represálias dos Estados Unidos contra Moscovo.

Obama não especifica em que consistem essas medidas que pretende levar a cabo contra Moscovo, mas adiantou entretanto que em setembro, durante a cimeira do G20 na China, confrontou Vladimir Putin sobre a interferência na eleição americana e que, depois de acenar com represálias sérias, desde esse momento, não teve sinais de novas acções a partir da Rússia.

Quanto ao envolvimento directo de Putin no alegado esquema de espionagem, Barack Obama parece não ter dúvidas. “Nada se passa na Rússia sem a aprovação do Vladimir Putin”, afirmava esta noite Obama nesta última conferência de imprensa do ano, para acrescentar a certeza de que a decisão de piratear as informações “foi tomada ao mais alto nível do governo russo”.

O presidente americano adiantou que tivera já uma conversa nos mesmos termos com o líder chinês, o presidente Xi Jinping.
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