Ferroviários franceses iniciam greve contra privatização "encapotada"

Uma nova greve ferroviária começou segunda-feira à noite em França, a sexta desde o início do ano, em protesto contra o que os sindicatos dizem ser a privatização "encapotada" da Sociedade nacional de Caminhos-de-Ferro (SNCF).

Agência LUSA /

Os quatro sindicatos, em protesto contra "a privatização encapotada" da SNCF, são a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Sud Rail, Força Operária (FO) e Fgaac, que representam 71 por cento dos empregados e 95 por cento dos maquinistas da SNCF.

As confederações lançaram esta greve de 24 horas, prorrogável, em protesto pelo que dizem ser o projecto governamental de abrir novas linhas com financiamento privado.

Segundo prometeu segunda-feira o ministro dos Transportes francês, Dominique Perben, esta estratégia é apenas para desenvolver rapidamente novos projectos, não para começar a privatizar a SNCF.

A Força Operária calculou que a mobilização, que causará importantes perturbações na circulação ferroviária, contará com a participação de 70 a 80 por cento dos trabalhadores.

Segundo a SNCF, hoje circularão um de cada três comboios de alta velocidade (TGV) a partir de Paris e pelo menos um dos quatro Corail.

Quanto ao tráfego internacional, os serviços dos Eurostar e de Thalis devem estar próximos no normal (4 TGV em 5), para Artesia (França-Itália), 1 TGV em 3 deve circular durante o dia, e para Lyria (França-Suíça), 1 TGV em dois.

A 04 de Outubro, várias centenas de milhar de pessoas desceram à rua para defesa do emprego e dos salários, nomeadamente no sector público, e o primeiro-ministro, Dominique de Villepin declarou ter entendido "a mensagem".

As greves começaram às 20:00 de segunda-feira (19:00 em Lisboa), o dia em que entrou em vigor a prorrogação do estado de emergência por três meses.

Esta medida de excepção foi votada pelos deputados para pôr termo aos actos de violência urbana que incendiaram durante três semanas as periferias desfavorecidas de França.

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