Filipinas substitui ministro dos Negócios Estrangeiros por mentir sobre a sua nacionalidade

Manila, 09 mar (Lusa) -- O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, nomeou hoje o diplomata Enrique Manalo como ministro dos Negócios Estrangeiros depois de o seu antecessor, Perfecto Yasay, ter sido rejeitado pelo Congresso por mentir sobre a sua nacionalidade.

Lusa /

Enrique Manalo, até aqui vice-secretário de políticas do Departamento, "vai ocupar o cargo até que o Presidente designe um novo" ministro, indicou o porta-voz do Gabinete Presidencial, Ernesto Abella, num breve comunicado.

O novo chefe da diplomacia "é um excelente homem de transição e tem estado a cargo de muitos assuntos cruciais com Perfecto Yasay", disse o mesmo responsável.

Enrique Manalo foi embaixador das Filipinas no Reino Unido e Bélgica, bem como representante permanente junto das Nações Unidas em Genebra e representante adjunto permanente junto da ONU em Nova Iorque.

Espera-se que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros em exercício desempenha esse cargo até maio, mês em que vai ser substituído pelo senador Alan Peter Cayetano.

Cayetano era a primeira opção de Duterte. Contudo, ao abrigo da legislação filipina não pode ocupar um cargo no Governo durante um ano dado que em maio último concorreu como candidato às eleições para a vice-presidência.

A nomeação de Manalo põe fim ao exercício do cargo por parte de Perfecto Yasay, envolvido há meses em controvérsia depois de a imprensa local ter revelado que no passado teve nacionalidade norte-americana.

Yasay negou categoricamente que tivesse tido outra nacionalidade até segunda-feira, quando, durante uma entrevista na televisão, admitiu que em 1986 chegou a ter passaporte dos Estados Unidos.

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros que não mentiu mas antes que não revelou todos os detalhes, frisando que manteve sempre a sua nacionalidade filipina, diante da Comissão de Designação do Congresso que deveria confirmar a sua nomeação para o cargo.

Os 15 membros da referida comissão decidiram por unanimidade rejeitar Yasay como chefe da diplomacia do país.

Tópicos
PUB