Filippos Petsalnikos é o novo primeiro-ministro grego

Os líderes dos dois principais partidos gregos chegaram finalmente a acordo sobre quem vai chefiar o novo Governo de coligação. Fontes do PASOK e do “Nova Democracia” indicaram à agência Reuters que o nome escolhido foi o de Filippos Petsalnikos, o atual presidente do parlamento.

RTP /
O atual Presidente do parlamento grego, Filippos Petsalnikos, foi escolhido para chefiar o novo Governo provisório de coligação DR

Filippos Petsalnikos é um veterano socialista da política que foi pela primeira vez eleito deputado pelo PASOK em 1985

Serviu como ministro da Macedónia-Trácia entre 22 de outubro de 1996 e 30 de outubro de 1998, tendo então assumido a pasta ministerial da Ordem Pública, que manteve até fevereiro de 1999.

Em outubro de 2001 foi nomeado ministro da Justiça, tendo exercido o cargo até março de 2004. A outubro de 2009 foi eleito presidente do Parlamento Helénico, com 168 dos 300 votos da assembleia.

O até agora primeiro-ministro, George Papandreou, foi recebido esta tarde pelo Presidente da República, Karolos Papoulias, a quem entregou, formalmente o seu pedido de demissão.

Numa declaração transmitida, pouco antes, na televisão pública, o primeiro-ministro cessante disse que o novo Governo interino tentará defender o acordo sobre a dívida grega e o lugar do país no euro.

Sem dizer o nome de quem vai chefiar o novo executivo, Papandreou desejou sorte ao seu sucessor.

“Gostaria de desejar todo o sucesso ao novo primeiro-ministro e claro, ao novo Governo. Vou estar ao lado deles e dar-lhe-ei todo o meu apoio” disse, o governante socialista.

“Se não tivéssemos consenso nacional nesta grave crise quando é que o teríamos ?” questionou Papandreou. “Não tínhamos consenso, agora temos”, prosseguiu.

“Hoje e apesar das nossas diferenças políticas e sociais, estamos a pôr de lado os conflitos estéreis. Vai tomar posse um Governo de forças políticas que vai para além dos partidos e dos preconceitos pessoais”, afirmou.

“Daremos os passos necessários, com unidade nacional, Para garantir a implementação das decisões [do acordo da dívida] que oferecem ao nosso país segurança em tempos particularmente conturbados” disse ainda o chefe do Governo cessante.

“Era claro que para conseguir este esforço teriamos de chegar a acordo sobre uma pessoa que nos unisse e fosse apoiadas por todos nós”, disse, “acredito que a escolha que fizemos está em linha com as instituições e vai fortalecer as instituições democráticas” concluiu.

A declaração de George Papandreou segue-se a três dias de duras negociações sobre a partilha de poderes, entre os socialistas do Pasok, e os conservadores da oposição, liderados por Antonis Samaras.

(Notícia em atualização)


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