Mundo
Fillon, o rosto do centro-direita para as presidenciais em França
François Fillon bateu Alain Juppé na segunda volta da eleição primária do centro-direita em França, tornando-se assim candidato às próximas presidenciais, em 2017.
Fillon venceu Juppé à segunda volta com 66,6 por cento dos votos contra 33,4 por cento.
“Hoje chego a todos aqueles que querem servir o nosso país”, disse Fillon, referindo-se aos 2/3 dos quatro milhões de eleitores que proporcionaram a sua vitória.
O resultado, como assinala a própria imprensa francesa, foi bastante improvável. Há três semanas, as sondagens davam o atual vencedor como quarto na corrida, muito atrás de Juppé.
Esta é uma posição de força conseguida a cinco meses da eleição presidencial, que relembra François Hollande, em 2011, quando venceu as primárias do Partido Socialista e, posteriormente, se tornou Presidente.
Esquerda fraturada
Simultaneamente a esquerda padece, internamente, de divisões e fraquezas, dispersando-se em diferentes correntes políticas - de um lado, Jean-Luc Mélenchon e Emmanuel Macron, a que se somam um ecologista, Yannick Jadot, e a esquerdista radical Sylvia Pinel. Por outro lado, a extrema-direita de Marine Le Pen ganha força com o sentimento nacional de insegurança.
Os resultados da primária comprovam a escolha de França por uma ala política mais conservadora e radical, materializada no programa defendido por Fillon.
O próprio ex-ministro François Goulard aponta que o discurso de “recuperação nacional” passará por “esforços difíceis”. No entanto, “é exatamente o que o eleitorado de direita espera: um projeto radical liderado por um candidato que não tenta agradar à comunicação social”.
No discurso pós-vitória, Fillon declarou que a sua missão será “colocar um fim” ao “período de cinco anos” que considera “patético”, indo ao encontro da “necessidade de todos” os franceses.
“Radicalismo”
Le Figaro acrescenta que o antigo primeiro-ministro, reafirmou o dever de “superar a estagnação e demagogia”, que atribui à “esquerda falhada e à extrema-direita em falência”.
Fillon ganhou sem suavizar o discurso ao eleitorado de centro. Pelo contrário, sempre afirmou o “radicalismo” do seu projeto para França, realçando que não tentará imitar ou mesmo agradar à esquerda partidária. Mas se vencer a corrida ao Palácio do Eliseu for realmente o seu objetivo, François Fillon irá “precisar de todos os franceses”, tal como mencionou no seu discurso de domingo.
O desafio será duplo: manter o conservadorismo do seu programa governativo e que lhe permitiu vencer estas primárias e, ao mesmo tempo, conquistar os centristas moderados que apoiaram Juppé.
O Partido Socialista Francês tem ainda de realizar as próprias primárias para escolher um candidato presidencial.
“Hoje chego a todos aqueles que querem servir o nosso país”, disse Fillon, referindo-se aos 2/3 dos quatro milhões de eleitores que proporcionaram a sua vitória.
O resultado, como assinala a própria imprensa francesa, foi bastante improvável. Há três semanas, as sondagens davam o atual vencedor como quarto na corrida, muito atrás de Juppé.
Esta é uma posição de força conseguida a cinco meses da eleição presidencial, que relembra François Hollande, em 2011, quando venceu as primárias do Partido Socialista e, posteriormente, se tornou Presidente.
Esquerda fraturada
Simultaneamente a esquerda padece, internamente, de divisões e fraquezas, dispersando-se em diferentes correntes políticas - de um lado, Jean-Luc Mélenchon e Emmanuel Macron, a que se somam um ecologista, Yannick Jadot, e a esquerdista radical Sylvia Pinel. Por outro lado, a extrema-direita de Marine Le Pen ganha força com o sentimento nacional de insegurança.
Os resultados da primária comprovam a escolha de França por uma ala política mais conservadora e radical, materializada no programa defendido por Fillon.
O próprio ex-ministro François Goulard aponta que o discurso de “recuperação nacional” passará por “esforços difíceis”. No entanto, “é exatamente o que o eleitorado de direita espera: um projeto radical liderado por um candidato que não tenta agradar à comunicação social”.
No discurso pós-vitória, Fillon declarou que a sua missão será “colocar um fim” ao “período de cinco anos” que considera “patético”, indo ao encontro da “necessidade de todos” os franceses.
“Radicalismo”
Le Figaro acrescenta que o antigo primeiro-ministro, reafirmou o dever de “superar a estagnação e demagogia”, que atribui à “esquerda falhada e à extrema-direita em falência”.
Fillon ganhou sem suavizar o discurso ao eleitorado de centro. Pelo contrário, sempre afirmou o “radicalismo” do seu projeto para França, realçando que não tentará imitar ou mesmo agradar à esquerda partidária. Mas se vencer a corrida ao Palácio do Eliseu for realmente o seu objetivo, François Fillon irá “precisar de todos os franceses”, tal como mencionou no seu discurso de domingo.
O desafio será duplo: manter o conservadorismo do seu programa governativo e que lhe permitiu vencer estas primárias e, ao mesmo tempo, conquistar os centristas moderados que apoiaram Juppé.
O Partido Socialista Francês tem ainda de realizar as próprias primárias para escolher um candidato presidencial.