Mundo
Fillon vence folgadamente primária da direita em França
Os primeiros resultados da votação deste domingo indicam que François Fillon venceu o seu adversário, Alain Juppé, com larga vantagem.
Quando estavam contados mais de metade das 10.228 assembleias de voto, Fillon, de 62 anos e vencedor-surpresa da primeira volta há uma semana, contava 68,4 por cento dos votos.
François Fillon foi primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy, tendo sido um primeiro-ministro discreto durante os cinco anos em Matignon. Foi o único chefe de Governo da V República a manter-se no cargo durante todo o mandato presidencial.
Depois da derrota de Sarkozy em 2012, Fillon candidatou-se à liderança da UMP contra Jean-François Copé. Os dois obtiveram resultados muito próximos, tendo denunciado irregularidades no processo e reclamado vitória, abrindo uma forte crise no partido.
Agora, como candidato mais votado na Primária do centro/direita francês, Fillon assume um novo protagonismo.
Dizer a verdade e mudar o software
No seu discurso de vitória esta noite, Fillon celebrou o seu esmagador resultado, obtido contra todas as expectativas que, referiu, "cilindrou todos os cenários escritos de antemão" em nome dos "valores franceses".
Fillon agradeceu aos seus eleitores "que encontraram na sua candidatura os valores franceses aos quais se agarram". Já a "esquerda é o fracasso, a extrema direita, é a falência", afirmou, indiciando desta forma as grandes linhas da sua campanha presidencial.
"A minha proposta foi compreendida: a França não suporta o seu declínio. Quer a verdade e quer ação", afirmou ainda Fillon, aos seus apoiantes que festejaram a vitória na sede de campanha.
"Adoptarei um desafio incomum para a França: dizer a verdade e mudar completamente o seu software", prometeu.
Alain Juppé felicitou por se lado François Fillon pela sua "larga vitória" e prometeu-lhe o apoio para as Presidenciais de 2017.
"Felicito François Fillon pela sua larga vitória, a primária desenvolveu-se em boas condições e, como tinha prometido, apresento a partir desta noite o meu apoio a François, o meu apoio para a próxima presidencial", afirmou, desejando-lhe a vitória para maio próximo, data da provável segunda volta das Presidenciais francesas.
Vitória sobre Le Pen
A sondagem interativa Harris revelou, logo na noite de domingo, que Fillon pode vencer facilmente a candidata da extrema direita Marine le Pen.
A partir de 6,093 pessoas inquiridas online este domingo, a sondagem concluiu que Fillon ganharia com 67 por cento dos votos conta 33 por cento de le Pen, na segunda volta das Presidenciais.
Numa primeira volta, o Presidente socialista François Hollande obteria apenas nove por cento dos votos tal como o seu primeiro-ministro e possível substituto como candidato socialista, Manuel Valls.
Já o seu ex-ministro da Economia Emmanuel Macron obteria entre 13 e 14 por cento dos votos. Jean-Luc Melenchon, da extrema-esquerda e ex-membro do PSF, conseguiria entre 13 e 15 por cento.
O partido socialista francês tem ainda de realizar as suas proprias primárias para escolher um candidato presidencial.
Eleição aberta
Pela primeira vez, o candidato presidencial da direita foi eleito no âmbito de uma primária aberta a todos os franceses.
Todos os que estão inscritos nas listas eleitorais puderam votar, tendo no entanto que assinar uma declaração em que afirmavam “partilhar os valores da direita republicana e do centro”. Tiveram ainda de pagar dois euros para votar em cada uma das voltas.François Fillon apresenta um programa conservador e liberal, sendo mesmo comparado à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.
Mais de 2,9 milhões de franceses haviam votado até ao fim da tarde, na segunda volta da Primária do centro e da direita. O número representa um crescimento de 4,5 por cento face à votação registada na mesmo período da semana passada.
O valor foi revelado pelo Presidente da Alta Autoridade para a Primária. Às 17h00 tinham votado 2.956.425 pessoas em 78 por cento dos locais de voto. Na primeira volta tinham votado, à mesma hora, 2.806.703 franceses.

Os números agora revelados confirmam o aumento de participação que os valores da manhã já indiciavam. Ao meio-dia tinham já votado mais de 1,3 milhões de pessoas, 13 por cento mais em relação aos que tinham votado na primeira volta durante o mesmo período.
Na total da primeira volta da eleição foram registados quase 4,3 milhões de votos.
François Fillon e Alain Juppé votaram durante a manhã. O candidato Juppé, favorito na primeira volta mas que acabou derrotado por Fillon, criticou o que qualificou de “campanha nojenta”.
François Fillon foi primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy, tendo sido um primeiro-ministro discreto durante os cinco anos em Matignon. Foi o único chefe de Governo da V República a manter-se no cargo durante todo o mandato presidencial.
Depois da derrota de Sarkozy em 2012, Fillon candidatou-se à liderança da UMP contra Jean-François Copé. Os dois obtiveram resultados muito próximos, tendo denunciado irregularidades no processo e reclamado vitória, abrindo uma forte crise no partido.
Agora, como candidato mais votado na Primária do centro/direita francês, Fillon assume um novo protagonismo.
Dizer a verdade e mudar o software
No seu discurso de vitória esta noite, Fillon celebrou o seu esmagador resultado, obtido contra todas as expectativas que, referiu, "cilindrou todos os cenários escritos de antemão" em nome dos "valores franceses".
Fillon agradeceu aos seus eleitores "que encontraram na sua candidatura os valores franceses aos quais se agarram". Já a "esquerda é o fracasso, a extrema direita, é a falência", afirmou, indiciando desta forma as grandes linhas da sua campanha presidencial.
"A minha proposta foi compreendida: a França não suporta o seu declínio. Quer a verdade e quer ação", afirmou ainda Fillon, aos seus apoiantes que festejaram a vitória na sede de campanha.
"Adoptarei um desafio incomum para a França: dizer a verdade e mudar completamente o seu software", prometeu.
Alain Juppé felicitou por se lado François Fillon pela sua "larga vitória" e prometeu-lhe o apoio para as Presidenciais de 2017.
"Felicito François Fillon pela sua larga vitória, a primária desenvolveu-se em boas condições e, como tinha prometido, apresento a partir desta noite o meu apoio a François, o meu apoio para a próxima presidencial", afirmou, desejando-lhe a vitória para maio próximo, data da provável segunda volta das Presidenciais francesas.
Vitória sobre Le Pen
A sondagem interativa Harris revelou, logo na noite de domingo, que Fillon pode vencer facilmente a candidata da extrema direita Marine le Pen.
A partir de 6,093 pessoas inquiridas online este domingo, a sondagem concluiu que Fillon ganharia com 67 por cento dos votos conta 33 por cento de le Pen, na segunda volta das Presidenciais.
Numa primeira volta, o Presidente socialista François Hollande obteria apenas nove por cento dos votos tal como o seu primeiro-ministro e possível substituto como candidato socialista, Manuel Valls.
Já o seu ex-ministro da Economia Emmanuel Macron obteria entre 13 e 14 por cento dos votos. Jean-Luc Melenchon, da extrema-esquerda e ex-membro do PSF, conseguiria entre 13 e 15 por cento.
O partido socialista francês tem ainda de realizar as suas proprias primárias para escolher um candidato presidencial.
Eleição aberta
Pela primeira vez, o candidato presidencial da direita foi eleito no âmbito de uma primária aberta a todos os franceses.
Todos os que estão inscritos nas listas eleitorais puderam votar, tendo no entanto que assinar uma declaração em que afirmavam “partilhar os valores da direita republicana e do centro”. Tiveram ainda de pagar dois euros para votar em cada uma das voltas.François Fillon apresenta um programa conservador e liberal, sendo mesmo comparado à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher.
Mais de 2,9 milhões de franceses haviam votado até ao fim da tarde, na segunda volta da Primária do centro e da direita. O número representa um crescimento de 4,5 por cento face à votação registada na mesmo período da semana passada.
O valor foi revelado pelo Presidente da Alta Autoridade para a Primária. Às 17h00 tinham votado 2.956.425 pessoas em 78 por cento dos locais de voto. Na primeira volta tinham votado, à mesma hora, 2.806.703 franceses.
Os números agora revelados confirmam o aumento de participação que os valores da manhã já indiciavam. Ao meio-dia tinham já votado mais de 1,3 milhões de pessoas, 13 por cento mais em relação aos que tinham votado na primeira volta durante o mesmo período.
Na total da primeira volta da eleição foram registados quase 4,3 milhões de votos.
François Fillon e Alain Juppé votaram durante a manhã. O candidato Juppé, favorito na primeira volta mas que acabou derrotado por Fillon, criticou o que qualificou de “campanha nojenta”.