Fim da guerra na Ucrânia volta a ser negociado em Istambul

Negociadores ucranianos e russos voltam a reunir-se esta segunda-feira na cidade turca de Istambul para uma segunda ronda de conversações, depois de em 16 de maio terem concordado apenas numa troca de prisioneiros.

Lusa /
Ucranianos e russos voltam a negociar o fim das hostilidades Yuri Kochetkov - EPA

As duas partes decidiram manter os chefes das delegações, com Kiev a enviar o ministro da Defesa, Rustem Umerov, e Moscovo o conselheiro presidencial Vladimir Medinsky.

A Rússia recusou enviar previamente o memorando com as condições para um cessar-fogo, que prometeu partilhar na reunião em Istambul, o que levou a Ucrânia a confirmar a participação nas conversações apenas no domingo.

Representantes dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França também deverão deslocar-se a Istambul para contactos com as duas partes.

Apesar das conversações de paz, não há tréguas na guerra em curso desde fevereiro de 2022: no domingo, Kiev acusou Moscovo de matar soldados ucranianos em exercícios de treino e os russos denunciaram a destruição de aviões e pontes.

A Rússia tem exigido que a Ucrânia renuncie definitivamente à adesão à NATO e às cinco regiões que Moscovo alega ter anexado.

Depois de ter anexado a Crimeia em 2014, Moscovo declarou em setembro de 2022 a integração das regiões ucranianas de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia na Federação Russa.

Zelensky definiu no domingo como prioridades a obtenção de um cessar-fogo completo e incondicional, e o regresso dos prisioneiros e das crianças que Kiev acusa Moscovo de ter raptado.

Na primeira ronda de conversações, as duas partes não foram além de um acordo sobre a troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado.


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