"Fiquem em casa". Sydney confina 5 milhões de pessoas para combater variante Delta

As autoridades australianas imploraram esta sexta-feira aos cinco milhões de residentes de Sydney para ficarem em casa numa tentativa de combater a variante Delta da Covid-19. E avisam que o confinamento de três semanas pode ser estendido. A cidade tem o maior aumento de casos locais de 2021.

RTP /
Cidade de Sydney Reuters

Por Sydney centenas de polícias patrulham as ruas para que seja cumprida a ordem de confinamento que foi imposta numa tentativa de controlar um surto da variante Delta.

Numa altura em que há pouco mais de 400 casos, o apelo é já para que as pessoas fiquem em casa.

A cada dia estão a aumentar os casos locais desta variante. Mas a situação nos hospitais está longe de ser preocupante na cidade. Atualmente há 43 casos em hospitais, com 10 pessoas em cuidados intensivos, quatro das quais necessitam de ventilação.

Há já duas semanas que os cidadãos de Sydney estão a cumprir uma ordem de confinamento. Que deve durar até pelo menos 16 de julho mas que pode ser estendido. 

Ao contrário do que está a acontecer na Europa, as autoridades australianas não admitem, para já, qualquer possibilidade de alteração de estratégia para uma lógica de convivência com o vírus. 

Isto porque a taxa de vacinação é muito baixa, a rondar os 9 por cento. O país confiou na vacina da AstraZeneca para combater a pandemia. Mas com a informação sobre os coágulos sanguíneos, as autoridades de saúde australianas limitaram esta vacina a maiores de 60 anos.

Com esta alteração, a Austrália ficou refém da Pfizer para vacinar o resto da população. E como os stocks que tinha contratado para essa vacina eram baixos, o processo atrasou-se muito.

De acordo com a Reuters, aproximadamente um quarto das hospitalizações no surto de Sydney são de pessoas com 35 anos ou menos, uma faixa etária ainda não elegível para vacinação segundo o programa do governo.
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