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FLEC-FAC pede apoio da Nigéria e Marrocos para aderir à União Africana como observadora

FLEC-FAC pede apoio da Nigéria e Marrocos para aderir à União Africana como observadora

A Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) pediu aos chefes de Estado nigeriano e marroquino para que apoiem a pretensão da organização de aderir à União Africana como membro observador.

Lusa /

A organização independentista recorda que a antecessora da UA, a Organização da Unidade Africana (OUA), defendeu em 1963 a descolonização de Angola e Cabinda como territórios autónomos, sendo hoje aquele "Estado que coloniza Cabinda após o abandono de Portugal em 1975", segundo um comunicado enviado à Lusa.

"A admissão de Cabinda como membro observador da União Africana será a reparação de um erro e correção de um esquecimento histórico que permitirá chamar a atenção de todos os estados africanos para a situação de constante violação dos direitos humanos e dos povos vivida em Cabinda e praticada pelas forças armadas angolanas", considera a FLEC-FAC, no pedido expresso de apoio ao Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, e ao rei Mohammed VI, de Marrocos.

"A direção política da FLEC-FAC acredita firmemente que o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, e o rei Mohammed VI de Marrocos, vão responder positivamente ao (...) pedido, dando o exemplo de Estados que protegem a dignidade dos povos e que condenam veementemente as práticas repressivas e belicistas de Angola em Cabinda", concluiu o texto assinado pelo porta-voz da organização, Jean Claude Nzita.

A província angolana de Cabinda, onde se concentram a maior parte das reservas petrolíferas do país, não é contígua ao restante território e, desde há muitos anos que líderes locais defendem a independência, alegando uma história colonial autónoma de Luanda.

A FLEC, através do seu "braço armado", as FAC, luta pela independência daquela província, alegando que o enclave era um protetorado português, tal como ficou estabelecido no Tratado de Simulambuco, assinado em 1885, e não parte integrante do território angolano.

Cabinda é delimitada a norte pela República do Congo, a leste e a sul pela República Democrática do Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico.

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