Florence: Turistas retirados de hotel em Jacksonville

| Mundo

|

Mais de 60 pessoas, entre as quais algumas crianças, foram retiradas de um hotel em Jacksonville, Carolina do Norte, depois de uma parte do telhado ter colapsado devido ao vento e à chuva provocados pela passagem do furacão Florence.

A tempestade desloca-se, de forma lenta, pelos Estados da Carolina do Norte e da Carolina do Sul e Virginia. O Florence deve descarregar o equivalente a oito meses de chuva, em apenas dois ou três dias.

Mais de 500 mil casas e empresas estão sem eletricidade. Na costa leste dos Estados Unidos foram cancelados mais de 1300 voos.

As autoridades consideram que o Florence é a tempestade mais forte a afetar a região nas últimas três décadas.

Mais de um milhão e meio de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas umas foram para casas de familiares e outras foram colocadas em abrigos.

O Centro Nacional de Furacões lançou, entretanto, uma previsão atualizada e um mapa que mostra o eventual trajeto seguido pelo furacão. A tempestade, que chegou à costa da Carolina do Norte às 7h15 (12h15) em Lisboa, deve dirigir-se para oeste através da Carolina do Sul, antes de se virar para o norte.
O número de habitantes afetados pelo furacão Florence poderá ser superior a dez milhões.

Mais de cinco mil militares estão no terreno prontos a apoiar a população.

A tempestade avançou para a Carolina do Norte a uma velocidade de nove quilómetros por hora, registando-se ventos mais intensos e maior intensidade de chuvas.

Várias estradas ficaram submersas e muitos barcos virados junto à costa.

Quase todo o Estado da Carolina do Norte poderá ficar submerso.

Governador da Carlina do Norte fala em “devastação”
Roy Cooper, governador da Carolina do Norte, afirma que o furacão Florence está a devastar o Estado do sudeste dos EUA. "A tempestade assola nosso estado. Estamos muito preocupados porque várias zonas podem ficar destruídas”, acrescentou em conferência de imprensa.

“Estamos a enfrentar várias ameaças”, frisou Roy Cooper que sublinha o perigo do aumento dos caudais dos rios devido à chuva forte.

Segundo o governador, “uma precipitação desta intensidade acontece apenas uma vez a cada mil anos”.

O rio Neuse subiu três metros acima do seu nível normal e o caudal dos outros rios “subirá durante os próximos dias”, alertou.

No Estado da Carolina do Norte, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, cerca de meio milhão está sem eletricidade. “Este número está a aumentar constantemente”, acrescentou Roy Cooper.

“Os socorristas estão a trabalhar em condições muito difíceis e que vão piorar ao longo do dia de hoje”, rematou.

O governador não confirma, para já, a possibilidade da existência de vítimas mortais. No entanto, os bombeiros temem que duas pessoas tenham perdido a vida quando uma árvore caiu em cima da casa onde se encontravam.

“Eu não posso confirmar, mas é muito provável”, afirmou o chefe dos bombeiros locais.

Tópicos:

Carolina do Norte, Carolina do Sul, Viginia, tempestade, Furacão Florence,

A informação mais vista

+ Em Foco

O antigo procurador-geral da República do Brasil revelou à RTP que já recebeu várias ameaças de morte e defendeu uma reforma profunda do sistema político brasileiro.

Quando Ana Paula Vitorino indicou Lídia Sequeira, a economista ainda era gerente da sua empresa, o que viola a lei em matéria de incompatibilidades e o dever de imparcialidade.

Em seis anos, as investigações sucederam-se, sem poupar ninguém, da política ao futebol e à banca, seguindo a bandeira da ainda procuradora geral, o combate à corrupção.

    O Conselho Europeu informal de Salzburgo tem em cima da mesa dossiers sensíveis, com a imigração e o Brexit no topo da agenda. A RTP preparou um conjunto de reportagens especiais sobre esta cimeira.