Mundo
Guerra no Médio Oriente
"Flotilha de Gaza". ONG israelita denuncia "maus-tratos" a ativistas detidos
Dois ativistas, de nacionalidade espanhola e brasileira, terão sido alvo de "abusos psicológicos e maus-tratos" depois da detenção por parte das autoridades israelitas. A denúncia parte da Adalah, uma organização israelita de defesa dos direitos humanos, que visitou os detidos da "Flotilha de Gaza".
Presos em celas com iluminação constante e intensa, os dois ativistas têm sido sujeitos a “interrogatórios que duram até oito horas” e a ameaças de morte e de “cem anos de prisão”. Segundo a ONG israelita, os dois homens são ainda deslocados com os olhos vendado, incluindo para realizar exames médicos.
"Vendar um paciente durante um exame médico é uma violação flagrante da ética médica", esclarece a Adalah.
No domingo, tribunais israelitas aprovaram a prolongamento de dois dias da prisão preventiva do espanhol Saif Abu Keshek e do brasileiro Thiago Ávila, que estão em greve de fome há seis dias (ingerindo apenas água), segundo a mesma organização.
"Estamos a aguarda para ver se o Estado solicitará uma prorrogação desta detenção" na terça-feira, adiantou ainda.
Os dois homens foram detidos na quinta-feira, juntamente com cerca de 175 outros ativistas, na costa da Grécia, a bordo de cerca de vinte barcos pertencentes à "Flotilha de Gaza", que visa romper o bloqueio israelita ao território palestiniano devastado pela guerra, onde o acesso à ajuda humanitária permanece severamente restrito.
"A maior parte do interrogatório deles" concentrou-se na flotilha, "uma missão humanitária pacífica, o que confirma que a detenção é uma tentativa de criminalizar a ajuda humanitária e a solidariedade", denunciou também a ONG.
A organização da flotilha “Global Sumud” já tinha afirmado esta segunda-feira, após uma visita consular da delegação diplomática brasileira a uma prisão em Israel, que o ativista brasileiro tinha relatado ter sido torturado durante a detenção pelas forças israelitas.
“Segundo a embaixada brasileira, Thiago Ávila relatou ter sido sujeito a tortura, espancamentos e maus-tratos”, declarou a organização em comunicado de imprensa.
No comunicado indicava-se que o ativista, atualmente detido na prisão de Shikma (na cidade costeira de Ashkelon) juntamente com Saif Abukeshek, apresentava “ferimentos visíveis na face” e “relatou dores intensas, principalmente no ombro”.
A flotilha afirmou ainda que Ávila foi sujeito a espancamentos e maus-tratos durante a detenção e indicou que, apesar de ter sido examinado por um médico, não recebeu os cuidados médicos adequados. Continua em greve de fome e não foi informado das acusações que lhe são imputadas.
Todos os outros ativistas, de diversas nacionalidades, foram libertados na Grécia após um acordo entre aquele país e Israel.
Israel acusa Saif Abu Keshek e Thiago Avila de terem ligações com o Hamas, o movimento xiita que governa Gaza, uma acusação que a Espanha considera infundada, particularmente no que diz respeito aos seus cidadãos. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros , José Manuel Albares, já declarou que a detenção de Saif Abukeshek “foi ilegal” e exigiu a libertação imediata do cidadão espanhol com origens palestinianas.
“Estamos a lidar com uma detenção ilegal em águas internacionais, fora da jurisdição das autoridades israelitas, e por isso Saif Abukeshek deve ser libertado imediatamente para que possa regressar a Espanha”, disse Albares à rádio catalã Rac1.
C/agências
"Vendar um paciente durante um exame médico é uma violação flagrante da ética médica", esclarece a Adalah.
No domingo, tribunais israelitas aprovaram a prolongamento de dois dias da prisão preventiva do espanhol Saif Abu Keshek e do brasileiro Thiago Ávila, que estão em greve de fome há seis dias (ingerindo apenas água), segundo a mesma organização.
"Estamos a aguarda para ver se o Estado solicitará uma prorrogação desta detenção" na terça-feira, adiantou ainda.
Os dois homens foram detidos na quinta-feira, juntamente com cerca de 175 outros ativistas, na costa da Grécia, a bordo de cerca de vinte barcos pertencentes à "Flotilha de Gaza", que visa romper o bloqueio israelita ao território palestiniano devastado pela guerra, onde o acesso à ajuda humanitária permanece severamente restrito.
"A maior parte do interrogatório deles" concentrou-se na flotilha, "uma missão humanitária pacífica, o que confirma que a detenção é uma tentativa de criminalizar a ajuda humanitária e a solidariedade", denunciou também a ONG.
A organização da flotilha “Global Sumud” já tinha afirmado esta segunda-feira, após uma visita consular da delegação diplomática brasileira a uma prisão em Israel, que o ativista brasileiro tinha relatado ter sido torturado durante a detenção pelas forças israelitas.
“Segundo a embaixada brasileira, Thiago Ávila relatou ter sido sujeito a tortura, espancamentos e maus-tratos”, declarou a organização em comunicado de imprensa.
No comunicado indicava-se que o ativista, atualmente detido na prisão de Shikma (na cidade costeira de Ashkelon) juntamente com Saif Abukeshek, apresentava “ferimentos visíveis na face” e “relatou dores intensas, principalmente no ombro”.
A flotilha afirmou ainda que Ávila foi sujeito a espancamentos e maus-tratos durante a detenção e indicou que, apesar de ter sido examinado por um médico, não recebeu os cuidados médicos adequados. Continua em greve de fome e não foi informado das acusações que lhe são imputadas.
Todos os outros ativistas, de diversas nacionalidades, foram libertados na Grécia após um acordo entre aquele país e Israel.
Israel acusa Saif Abu Keshek e Thiago Avila de terem ligações com o Hamas, o movimento xiita que governa Gaza, uma acusação que a Espanha considera infundada, particularmente no que diz respeito aos seus cidadãos. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros , José Manuel Albares, já declarou que a detenção de Saif Abukeshek “foi ilegal” e exigiu a libertação imediata do cidadão espanhol com origens palestinianas.
“Estamos a lidar com uma detenção ilegal em águas internacionais, fora da jurisdição das autoridades israelitas, e por isso Saif Abukeshek deve ser libertado imediatamente para que possa regressar a Espanha”, disse Albares à rádio catalã Rac1.
A diplomacia israelita nega, contudo, qualquer tipo de maus-tratos durante a detenção.
C/agências