Fogo destrói parte das instalações do Banco Internacional de Bissau
Um incêndio destruiu hoje parte das instalações do antigo Banco Internacional de Bissau e as chamas foram extintas pelos bombeiros do aeroporto, por falta de meios dos da capital, que chegaram ao local com dois carros sem água.
Segundo constatou a Agência Lusa no local, o fogo, de origem ainda desconhecida, deflagrou cerca das 16:20 locais (17:20 em Lisboa) e foi declarado extinto cerca de uma hora após a intervenção do corpo de bombeiros do aeroporto internacional "Osvaldo Vieira", de Bissau.
Até à intervenção deste corpo de bombeiros, a situação conheceu momentos caricatos, com os bombeiros humanitários da capital guineense a chegaram ao local do incêndio com duas viaturas sem água, que só conseguiriam trazer mais tarde.
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da comissão liquidatária do antigo Banco Internacional de Bissau (BIGB), Mamadu Saliu Djaló Pires, considerou "estranha" a origem do fogo que destruiu parcialmente as instalações do imóvel, situado em pleno coração de Bissau.
Saliu Djaló Pires adiantou que vai pedir um "inquérito rigoroso" aos bombeiros e a Polícia Judiciária para determinar a origem do fogo.
O BIGB foi o primeiro banco comercial na Guiné- Bissau, sendo constituído por capitais luso-guineenses, com a parte portuguesa, maioritária, detida pelo Credito Predial Português (CPP).
Em liquidação desde há dois meses, as instalações do BIGB estão avaliadas em cerca de 2.300 milhões de dólares, havendo já alguns interessados na compra, indicou Saliu Djaló Pires.
O presidente da comissão liquidatária do BIGB indicou que ainda na quinta-feira manteve uma reunião com o Banco da Africa Ocidental (BAO), detido maioritariamente pelo grupo português Montepio Geral (MG).
O responsável aproveitou para tranquilizar os antigos depositantes do BIGB - que estão a receber a poupança guardada no banco antes de declarada a falência técnica - garantindo que o dinheiro não foi atingido pelo fogo, uma vez que estava "seguro" na caixa forte.