Foram recuperados todos os corpos do desastre de Madrid

As equipas de socorro já recuperam todos os corpos das vítimas do desastre aéreo ocorrido quarta-feira no aeroporto de Barajas, em Madrid. A queda do avião da Spanair causou a morte a 153 pessoas.

RTP /
19 feridos permanecem internados em vários hospitais da capital espanhola EPA

Os corpos das vítimas foram levados para uma morgue improvisada na Feira de Madrid e estão a ser recuperados pelas famílias à medida que vão sendo identificados.

As autoridades espanholas prometeram identificar todas as vítimas nas próximas 48 horas, mas muitas pessoas desconhecem o que aconteceu aos seus familiares. Desde as primeiras notícias sobre a tragédia, durante toda a noite e todo o dia, as salas de espera dos hospitais e da morgue foram-se enchendo de pessoas tomadas pela angústia.

Nesse sentido, as autoridades mobilizaram centenas de voluntários, entre médicos e psicólogos, numa tentativa de amenizar o impacto emocional.

Estrangeiros entre as vítimas mortais

Entre as vítimas mortais encontram-se pelo menos 14 cidadãos não espanhóis oriundos de nove países. Entre estes, um brasileiro, como foi já confirmado pelas autoridades espanholas e brasileiras.

Os restantes estrangeiros são cinco alemães, dois franceses, um mauritano, um turco, um búlgaro, um gambiano, um italiano e um indonésio.

Sobreviventes à tragédia, 19 feridos permanecem internados em vários hospitais da capital espanhola.

Entre os feridos, encontram-se uma finlandesa residente na Suécia e uma boliviana.

Spanair admite falha técnica

Já esta quinta-feira, a transportadora aérea Spanair reconheceu ter havido uma anomalia na temperatura de uma entrada de ar antes da descolagem.

Uma equipa de investigação composta por "sete pessoas independentes" foi encarregue de investigar as causas do acidente, mas a Spanair defende para já que o problema com o sobreaquecimento de uma válvula de entrada de ar no cockpit não era impeditivo para a realização do voo.

Escassas 24 horas após o acidente, são inúmeras as especulações sobre as causas da queda do MD-82 da Spanair logo após a descolagem.

Uma certeza apenas: o comandante do avião abortou uma primeira tentativa de levantar o aparelho depois de ter detectado "uma incidência" relacionada com o indicador exterior de temperatura.

O MD-82 regressou para a porta de embarque para que a "incidência" fosse verificada, e uma hora e meia depois regressava à pista. O motor esquerdo ter-se-á então incendiado e o aparelho acabou por cair no final da pista.
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