Força Aérea israelita ataca várias bases do Hamas em Gaza

A Força Aérea israelita respondeu aos ataques de "rockets” palestinianos lançados da Faixa de Gaza para o sul de Israel e lançou “raids” simultâneos contra várias bases do Hamas na Faixa de Gaza.

Eduardo Caetano, RTP /
Israel perdeu a paciência e atacou as bases do Hamas na Faixa de Gaza Lusa

Já tinham ameaçado e agora cumpriram. Reagindo contra o lançamento pelos milicianos do Hamas das brigadas Ezzedine al-Qassam, de vários “rockets” contra os “Kibutz”, colectividades cooperativas israelitas no sul de Israel, provocando vários estragos materiais e mantendo a população sob grande stress psicológico apesar de se não terem registado vítimas, a Força Aérea de Israel atacou simultaneamente várias bases do Hamas situadas em território da Faixa de Gaza, território palestiniano administrado por este movimento islamita.

Pelo menos 40 pessoas foram mortas durante os ataques, de acordo com a rádio Hamas, e mais de uma centena ficou ferida. Fontes hospitalares informam de um número superior que ascenderá já a pelo menos 150 vítimas mortais.

Os ataques terão sido lançados pelas 09h30 GMT (11h30 locais).

"A nossa aviação interveio massivamente no sábado contra instalações e infraestruturas do Hamas na Faixa de Gaza para pôr fim aos ataques terroristas das últimas semanas contra os aglomerados civis israelitas”, afirmou um porta-voz das Forças Armadas de Israel.

"Nós tínhamos prevenido a população civil da Faixa de Gaza dos nossos ataques e o Hamas que se abriga no seio dessa comunidade é o único responsável pela situação”, acrescentou.

"As nossas operações continuarão e serão mesmo alargadas se for necessário”, disse o porta-voz como aviso aos palestinianos.

Mahmoud Abbas apela a Comunidade Internacional

Imagem de Mahmood Abbas, líder da Autoridade Palestiniana

O presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, apelou à intervenção da comunidade internacional para pôr fim aos ataques aéreos israelitas contra as instalações do Hamas na Faixa de Gaza, que já provocaram, pelo menos, 150 mortos.

"O presidente palestiniano condena os ataques de Israel e apela à comunidade internacional para intervir no sentido de pôr fim a esta ofensiva", afirmou o porta-voz de Mamhoud Abbas, Nabil Abou Roudeina.

Hamas apela à vingança

O movimento islamita hamas já reagiu aos ataques, e apela às suas tropas para que "vinguem pela força" os raids israelitas contra a Faixa de Gaza, território que se encontra sob o seu contrôlo, e que terão feito mais de 140 mortos.

"Apelamos aos nossos combatentes que vinguem pela força as operações do inimigo" israelita, disse um porta-voz do Hamas numa mensagem que foi difundida pela rádio.

Brigadas Ezzedine al-Qassam retaliam

Imagem de rocket lançado da Faixa de Gaza em direcção a Israel

Dezenas de rockets foram lançados, em resposta ao apêlo do Hamas,já este sábado contra Israel como represália às operações militares israelitas.

Os serviços de urgência israelitas, uma mulher foi gravemente ferida por um desses projécteis em Netivot, localidade situada no sul de Israel.

Dois outros projécteis caíram na cidade de Ashkelon sem, no entanto, provocar quaisquer vítimas, de acordo com a polícia israelita.

Comunidade Internacional apela a fim da violência

O Alto Representante da União Europeia para a política internacional, Javier Solana apelou a um "cesar-fogo imediato" na Faixa Gaza.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu "o fim imediato dos tiros de rockets contra Israel bem como dos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza",segundo um comunicado emitido pela presidência francesa j´+a este sábado.

Também a Rússia fez um apêlo a Israel para que "pare a operação de envergadura" contra a Faixa de Gaza e ao Hamas para parar de fustigar Israel com os seus rockets.

Situação agravou-se nas últimas semanas

Nas últimas semanas a situação nesta região do globo vinha a agravar-se. O Hamas rompeu o fraco cessar-fogo conseguido pela mediação egípcia e os seus combatentes iniciaram o bombardeio de território israelita através do lançamento de “rockets”.

Ao longo dos dias foram sendo lançados obuses que apesar de apenas provocarem danos materiais provocaram grande ansiedade nas populações da região.

O Governo israelita através do seu ministro da Defesa actuou com grande moderação impedindo até hoje, e contra a opinião da oposição política e de grande parte do Governo, retaliações e acções militares do exército israelita.
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