Forças Armadas reiteram fidelidade a Maduro após declarações de Trump

As Forças Armadas da Venezuela (FAV) reiteraram hoje a sua fidelidade para com Nicolás Maduro, após as recentes palavras de Donald Trump, ao afirmar que o Presidente venezuelano poderia ser derrotado rapidamente se os militares venezuelanos tivessem essa vontade.

Lusa /

"Reiteramos nossa lealdade absoluta ao cidadão Nicolas Maduro Moros, Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, nosso Comandante-Chefe, a quem expressamos o apoio incondicional ao programa de recuperação, crescimento e prosperidade económica, para retomar o caminho do progresso e bem-estar para todo o povo venezuelano", refere um comunicado divulgado em Caracas.

O documento, assinado pelo ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, explica ainda que as FAV vão continuar "atentas às nefastas pretensões imperiais e cumprindo as tarefas constitucionalmente atribuídas".

"É insólito que publicamente este chefe de Estado (Donald Trump) promova, com descaramento, um golpe militar contra um Governo legítimo eleito pelo voto da maioria dos venezuelanos", começa por explicar o comunicado, que acusa o Presidente norte-americano de "ignorar regras básicas do direito internacional e do princípio da autodeterminação dos povos".

Segundo o documento dos militares, Donald Trump "exibe uma marcada ignorância da cultura democrática que sempre caracterizou os membros das FAV, que longe de promover golpes de Estado, são garantes do exercício da soberania popular através do voto, assegurando ainda o correto funcionamento das instituições e da estabilidade da nação".

"O senhor Donald Trump pretende zombar e julgar-nos pela condição própria das Forças Armadas do seu país. Indiscutivelmente, tem razão ao afirmar que os `marines` ao ouvir uma bomba correm até ela, porque participam ativamente em golpes, bombardeios em massa, contra populações civis, e invasões, gerando guerras de trágicas consequências para a humanidade", afirma.

Por outro lado sublinha que "descaradamente, faz apologia de um covarde e aberrante ato de terrorismo, como foi o magnicídio em grau de frustração perpetrado contra o Presidente venezuelano", Nicolás Maduro, a 04 de agosto último.

Segundo o documento, as FAV "condenam categoricamente a atitude vil e grosseira com que o Presidente dos Estados Unidos se refere aos seus membros, mas longe de sentir-se ofendida em sua honra e moralidade, reitera o seu caráter popular, nacionalista, anti-imperialista, anti-oligárquico e humanista".

O comunicado conclui com as expressões "temos a certeza que Venceremos! (Hugo) Chávez vive ... o país continua! Independência e pátria socialista ... viveremos e venceremos!".

Donald Trump disse, na terça-feira, que o regime de Nicolás Maduro "poderia, francamente, ser derrotado muito rapidamente se os militares (venezuelanos) decidirem fazer isso".

O Presidente dos Estados Unidos falava aos jornalistas após encontrar-se pela primeira vez, com o seu homólogo colombiano, Iván Duque, à margem da reunião anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Já viram como os militares se dispersaram quando ouviram que explodia uma bomba, muito por cima das suas cabeças. Esse militares estavam-se protegendo e isso não é bom", disse Trump, numa alusão ao frustrado atentado de 04 de agosto último, contra Nicolás Maduro.

Por outro lado explicou não acreditar que os "marines" norte-americanos tivessem corrido numa situação dessas.

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