Forças Armadas venezuelanas vão integrar novo comando de combate ao sequestro
Caracas, 04 jun (Lusa) - Mais de 2.000 oficiais das Forças Armadas da Venezuela vão integrar o novo comando de combate à extorsão e sequestro, que foi criado pelo governo venezuelano para reduzir a criminalidade nos 24 Estados do país.
Segundo o vice-ministro venezuelano do Interior, Justiça e Paz, José Vicente Rangel Ávalos, estes oficiais receberam formação especializada nos últimos meses, estando as autoridades atualmente a realizar sondagens para determinar os problemas de cada uma das regiões venezuelanas e precisar os programas específicos a aplicar em cada uma delas para combater a criminalidade.
Este novo comando, segundo o general de divisão, Miguel Alcides Vivas Landinos, está dotado de "equipamentos de alta tecnologia" que vão ser usados por diversos órgãos de segurança e inteligência do Estado para responder aos diferentes casos.
"Devemos lutar contra a criminalidade para proteger o povo da Venezuela", disse durante uma cerimónia na Academia Militar da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).
A alta criminalidade é apontada pelos venezuelanos como o principal problema do país, afetando tanto nacionais como estrangeiros.
Segundo dados da imprensa venezuelana, foram denunciados no ano passado 625 sequestros, mas as autoridades acreditam que esse número correspondem a apenas 30 % dos raptos que ocorreram no país.
Dados da organização não-governamental Observatório Venezuelano de Violência indicam que, em 2012, foram assassinadas 21.692 pessoas no país, correspondendo "a uma taxa de 73 mortes por cada 100 mil habitantes".