Economia
Ford tinha na forja publicidade banalizando violações na Índia
A filial indiana da multinacional de marketing e publicidade JWT tinha em preparação uma campanha publicitária, com um anúncio que representava o modelo "Figo" da Ford, com Silvio Berlusconi ao volante e com várias mulheres, amarradas e semi-nuas, presas na bagageira do veículo. Ambas, JWT e Ford, já apresentaram desculpas sobre o anúncio, que não chegou a ir para o ar.
Outros dois anúncios da mesma campanha representavam, um deles, Paris Hilton ao volante etrês passageiras amordaçadas; o outro, Michael Schumacher ao volante e três dos seus habituais adversários amarrados e amordaçados, também eles na mala do carro.
A revelação de que a filial indiana da JWT tinha o anúncio sexista em preparação para a Ford surgiu no preciso momento em que a frequência das violações no país chamou as atenções da opinião pública nacional e internacional, obrigando o parlamento indiano a votar, na passada terça feira, legislação mais severa contra esse crime: de 20 anos a prisão perpétua para violações colectivas, pena de morte se a vítima morrer na sequência da violação.
A Ford, confrontada com o anúncio, lamentou o caso e afirmou que uma publicidade deste teor "evidentemente" contradiz a atitude da empresa e dos seus parceiros - como a filial indiana da JWT, que desde há quatro anos trabalha para a Ford.
A JWT, por seu lado, lamentou também a existência daquele plano e assacou toda a sua responsabilidade a colaboradores individuais, cujos projectos e esboços "nunca deveriam ter sido feitos". Ainda por cima, a JWT tem entretanto feito na sua página do facebook uma campanha contra a violência sobre as mulheres com o título "Homens contra a violação e a discriminação"
A revelação de que a filial indiana da JWT tinha o anúncio sexista em preparação para a Ford surgiu no preciso momento em que a frequência das violações no país chamou as atenções da opinião pública nacional e internacional, obrigando o parlamento indiano a votar, na passada terça feira, legislação mais severa contra esse crime: de 20 anos a prisão perpétua para violações colectivas, pena de morte se a vítima morrer na sequência da violação.
A Ford, confrontada com o anúncio, lamentou o caso e afirmou que uma publicidade deste teor "evidentemente" contradiz a atitude da empresa e dos seus parceiros - como a filial indiana da JWT, que desde há quatro anos trabalha para a Ford.
A JWT, por seu lado, lamentou também a existência daquele plano e assacou toda a sua responsabilidade a colaboradores individuais, cujos projectos e esboços "nunca deveriam ter sido feitos". Ainda por cima, a JWT tem entretanto feito na sua página do facebook uma campanha contra a violência sobre as mulheres com o título "Homens contra a violação e a discriminação"