Mundo
Fotografia da detenção de ex-príncipe André exposta no Louvre por ativistas
André mantém-se na linha de sucessores ao trono inglês.
A célebre fotografia de André Mountbatten-Windsor após a sua detenção por “suspeitas de má conduta no exercício de cargo público” foi colocada em exibição no Museu do Louvre, em Paris, pelo grupo ativista britânico Everyone Hates Elon. Sob a moldura lia-se: “Ele Agora Está a Suar”.
No passado dia 19 de fevereiro, a fotografia do ex-príncipe André, irmão do rei Carlos III, no banco traseiro de um Range Rover, invadiu os jornais em todo o mundo com a notícia de que o membro da família real do Reino Unido tinha sido detido por “suspeitas de má conduta no exercício de cargo público”, na sequência da divulgação de novos ficheiros do caso Epstein.
O Everyone Hates Elon afirma-se como anti “bilionários e os seus parceiros políticos” e atua através de iniciativas provocadoras. O grupo foi o responsável pela exposição, em junho do ano passado, de um cartaz gigante na Praça de São Marcos, em Veneza, com uma fotografia de Jeff Bezos e a inscrição “Se pode alugar Veneza para o seu casamento, pode pagar mais impostos”.
Este mês, o mesmo grupo espalhou cartazes pela cidade de Londres com fotografias dos jogadores do Manchester United e a frase “A imigração fez mais por esta cidade do que os bilionários trapaceiros de impostos jamais fizeram”, no seguimento de uma afirmação do co-proprietário do clube inglês Jim Ratcliffe, maior acionista individual do clube: "O Reino Unido foi colonizado por imigrantes", afirmou, entre outros comentários ofensivos.
Elon Musk, que dá nome ao grupo, é recorrentemente visado nas campanhas dos ativistas. Em novembro do ano passado, o Everyone Hates Elon disseminou, em lojas e veículos Tesla, autocolantes com as frases “Elon Musk. O primeiro trilionário do mundo. Podia ter resolvido a fome no mundo, mas, em vez disso, financiou fascistas. Idiota”.
O caso Epstein, que tem atraído atenção global desde o início do ano, tem sido também um dos grandes focos dos ativistas britânicos. Os mais recentes documentos, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelaram ligações entre Jeffrey Epstein e uma série de membros das elites internacionais, incluindo aquela que o magnata norte-americano manteve durante longos anos com o ex-príncipe André.
A relação entre o membro da família real e o falecido criminoso sexual já era de conhecimento público, mas os documentos divulgados em janeiro deste ano parecem mostrar que André Mountbatten-Windsor partilhava com Epstein relatórios de visitas oficiais do governo do Reino Unido. O filho da rainha Isabel II enfrenta agora acusações por envio de informações confidenciais do governo ao criminoso sexual durante os anos de 2001 e 2011, devido às quais foi detido a semana passada.
A possibilidade de criar uma lei que retire o ex-príncipe da linha de sucessão à coroa está a ser analisada pelo governo britânico, uma vez que, apesar de ter sido destituído de todos os títulos reais em outubro de 2025, Mountbatten-Windsor mantém-se ainda na hierarquia de sucessores ao trono.
No passado dia 19 de fevereiro, a fotografia do ex-príncipe André, irmão do rei Carlos III, no banco traseiro de um Range Rover, invadiu os jornais em todo o mundo com a notícia de que o membro da família real do Reino Unido tinha sido detido por “suspeitas de má conduta no exercício de cargo público”, na sequência da divulgação de novos ficheiros do caso Epstein.
No domingo, a imagem, captada pelo jornalista da Reuters, Phil Noble, foi colocada em exibição no Museu do Louvre, em Paris, pelos ativistas do grupo político britânico Everyone Hates Elon. Num cartão afixado por baixo da moldura, os responsáveis pela exposição escreveram: “Ele Agora Está a Suar” (“He’s Sweating Now”, na versão original) sobre o ano "2026".
A exibição em galeria da 'obra' de Phil Noble foi, no entanto, temporária, já que 15 minutos depois da sua inauguração, a fotografia foi removida pelos funcionários do museu parisiense, segundo noticia o The Telegraph.
A ação foi divulgada pelos ativistas numa publicação na rede social Instagram com a descrição “Dizem, ‘pendurem-no no Louvre’. Foi o que fizemos”, fazendo referência a uma frase (ou meme) comumente usada em resposta a fotografias ou vídeos considerados tão ‘explêndidos’ que merecem ser lembrados.
O Everyone Hates Elon afirma-se como anti “bilionários e os seus parceiros políticos” e atua através de iniciativas provocadoras. O grupo foi o responsável pela exposição, em junho do ano passado, de um cartaz gigante na Praça de São Marcos, em Veneza, com uma fotografia de Jeff Bezos e a inscrição “Se pode alugar Veneza para o seu casamento, pode pagar mais impostos”.
Este mês, o mesmo grupo espalhou cartazes pela cidade de Londres com fotografias dos jogadores do Manchester United e a frase “A imigração fez mais por esta cidade do que os bilionários trapaceiros de impostos jamais fizeram”, no seguimento de uma afirmação do co-proprietário do clube inglês Jim Ratcliffe, maior acionista individual do clube: "O Reino Unido foi colonizado por imigrantes", afirmou, entre outros comentários ofensivos.
Elon Musk, que dá nome ao grupo, é recorrentemente visado nas campanhas dos ativistas. Em novembro do ano passado, o Everyone Hates Elon disseminou, em lojas e veículos Tesla, autocolantes com as frases “Elon Musk. O primeiro trilionário do mundo. Podia ter resolvido a fome no mundo, mas, em vez disso, financiou fascistas. Idiota”.
O caso Epstein, que tem atraído atenção global desde o início do ano, tem sido também um dos grandes focos dos ativistas britânicos. Os mais recentes documentos, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, revelaram ligações entre Jeffrey Epstein e uma série de membros das elites internacionais, incluindo aquela que o magnata norte-americano manteve durante longos anos com o ex-príncipe André.
A relação entre o membro da família real e o falecido criminoso sexual já era de conhecimento público, mas os documentos divulgados em janeiro deste ano parecem mostrar que André Mountbatten-Windsor partilhava com Epstein relatórios de visitas oficiais do governo do Reino Unido. O filho da rainha Isabel II enfrenta agora acusações por envio de informações confidenciais do governo ao criminoso sexual durante os anos de 2001 e 2011, devido às quais foi detido a semana passada.
A possibilidade de criar uma lei que retire o ex-príncipe da linha de sucessão à coroa está a ser analisada pelo governo britânico, uma vez que, apesar de ter sido destituído de todos os títulos reais em outubro de 2025, Mountbatten-Windsor mantém-se ainda na hierarquia de sucessores ao trono.