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Fotografia do cadáver de Bin Laden em posse de um dos operacionais que o liquidaram
O membro da equipa que liquidou Osama Bin Laden e mais tarde escreveu um livro sobre os eventos dessa operação no Paquistão terá recentemente cumprido parte de um acordo com o Pentágono entregando um disco rígido com uma foto do cadáver do líder da al Qaeda. Matthew Bissonnette, autor de “No Easy Day” sob o pseudónimo de Mark Owen, enfrenta agora vários processos relacionados com a sua conduta na equipa SEAL Team 6.
A entrega do disco rígido do seu computador fazia parte de um acordo negociado com o Pentágono e o Departamento de Justiça depois da sua saída da força especial da Marinha americana.
Sob o pseudónimo de Mark Owen, Bissonnette editou escassos meses após ter sido “expulso” dos "Seals" um livro em que conta em primeira mão os detalhes da operação que levou à morte e posterior funeral de Osama Bin Laden em alto mar, a bordo do porta-aviões USS Carl Vinson.
Considerado uma violação dos códigos de conduta que obrigam ao segredo relativamente às operações em que participam, o livro desencadeou uma série de acções contra aquele que era considerado um "seal" especial entre as forças de elite da Marinha.
De acordo com o seu advogado, Robert Luskin, “a investigação criminal relativa a conduta imprópria ou revelação de informação classificada foi fechada em Agosto de 2015”.
Acrescentou que o acordo que permitiu um desfecho favorável a Bissonnette se concluiu ainda em 2014, contemplando a entrega ao Pentágono e ao Departamento de Justiça de parte substancial dos milhões de dólares que fez em receitas com a venda do livro - além da entrega do material informático que estava na sua posse, entre o qual fotografias não autorizadas do corpo de Bin Laden.Presidente Obama
“É importante termos a certeza de que fotos muito violentas de alguém que levou um tiro na cabeça não andem por aí a servir como incitamento à violência. Como ferramenta de propaganda”.
Matthew Bissonnette, directamente ligado à equipa que liquidou o líder da al Qaeda na operação de 2011 no complexo habitacional da cidade de Abbottabad, no Paquistão, terá então infringido as regras que procuravam vedar a posse de registos visuais do cadáver de Osama Bin Laden.
Esta foi uma das questões que emergiu de imediato naquela noite de 1 de Maio de 2011: a prova fotográfica da morte do chefe da al Qaeda deveria ou não ser revelada? A decisão do Presidente americano Barack Obama foi no sentido da negativa. Obama sublinhou na altura que a circulação de uma imagem da Bin Laden atingido a tiro na cabeça apenas serviria para incendiar os ânimos entre os fiéis da al Qaeda.
Procurando manter o caso em low-profile, a Casa branca garantiu desde logo que todos os procedimentos religiosos foram tidos em conta na preparação do funeral daquele que era o criminoso mais procurado do mundo. O corpo, transportado para o porta-aviões aviões USS Carl Vinson, foi lavado e envolto em lençóis brancos para ser, então, colocado num saco com pesos. Em alto mar, foram recitadas preces islâmicas e o corpo foi largado a partir de uma prancha num ponto não revelado.
Quanto a provas da morte de Bin Laden, ficaram as garantias do Presidente: “Tenham em mente que estamos absolutamente certos de que era ele. Fizemos testes de ADN. Por isso, não há qualquer dúvida de que matámos Osama Bin Laden”.
Mas não será a foto o único pecado do "seal" americano. Durante a análise do disco rígido que entregou às autoridades, foi descoberta a sua colaboração com empresas privadas que forneciam o exército americano, nomeadamente a Marinha e os "seal". O seu papel de assessor destas pequenas companhias decorria quando ainda se encontrava no activo na equipa "seal" Team 6.
Uma vez que não faziam parte do acordo de não-acusação, estes novos dados abriram novas frentes de investigação e os investigadores federais iniciaram uma busca mais aprofundada da actividade de Bissonnette “em conluio” com os fornecedores de equipamento militar ao Departamento de Defesa - nomeadamente da companhia Element Group que ajudou a formar há cinco anos em Virginia Beach.
Trata-se de uma das muitas batalhas que o ex-operacional da Marinha deverá agora enfrentar. O papel de Bissonnette chegou a estender-se à chefia de uma equipa de companheiros da "seal" Team 6 como conselheiros na elaboração de do vídeo-game Medal of Honor: Warfighter.
Sob o pseudónimo de Mark Owen, Bissonnette editou escassos meses após ter sido “expulso” dos "Seals" um livro em que conta em primeira mão os detalhes da operação que levou à morte e posterior funeral de Osama Bin Laden em alto mar, a bordo do porta-aviões USS Carl Vinson.
Considerado uma violação dos códigos de conduta que obrigam ao segredo relativamente às operações em que participam, o livro desencadeou uma série de acções contra aquele que era considerado um "seal" especial entre as forças de elite da Marinha.
De acordo com o seu advogado, Robert Luskin, “a investigação criminal relativa a conduta imprópria ou revelação de informação classificada foi fechada em Agosto de 2015”.
Acrescentou que o acordo que permitiu um desfecho favorável a Bissonnette se concluiu ainda em 2014, contemplando a entrega ao Pentágono e ao Departamento de Justiça de parte substancial dos milhões de dólares que fez em receitas com a venda do livro - além da entrega do material informático que estava na sua posse, entre o qual fotografias não autorizadas do corpo de Bin Laden.Presidente Obama
“É importante termos a certeza de que fotos muito violentas de alguém que levou um tiro na cabeça não andem por aí a servir como incitamento à violência. Como ferramenta de propaganda”.
Matthew Bissonnette, directamente ligado à equipa que liquidou o líder da al Qaeda na operação de 2011 no complexo habitacional da cidade de Abbottabad, no Paquistão, terá então infringido as regras que procuravam vedar a posse de registos visuais do cadáver de Osama Bin Laden.
Esta foi uma das questões que emergiu de imediato naquela noite de 1 de Maio de 2011: a prova fotográfica da morte do chefe da al Qaeda deveria ou não ser revelada? A decisão do Presidente americano Barack Obama foi no sentido da negativa. Obama sublinhou na altura que a circulação de uma imagem da Bin Laden atingido a tiro na cabeça apenas serviria para incendiar os ânimos entre os fiéis da al Qaeda.
Procurando manter o caso em low-profile, a Casa branca garantiu desde logo que todos os procedimentos religiosos foram tidos em conta na preparação do funeral daquele que era o criminoso mais procurado do mundo. O corpo, transportado para o porta-aviões aviões USS Carl Vinson, foi lavado e envolto em lençóis brancos para ser, então, colocado num saco com pesos. Em alto mar, foram recitadas preces islâmicas e o corpo foi largado a partir de uma prancha num ponto não revelado.
Quanto a provas da morte de Bin Laden, ficaram as garantias do Presidente: “Tenham em mente que estamos absolutamente certos de que era ele. Fizemos testes de ADN. Por isso, não há qualquer dúvida de que matámos Osama Bin Laden”.
Mas não será a foto o único pecado do "seal" americano. Durante a análise do disco rígido que entregou às autoridades, foi descoberta a sua colaboração com empresas privadas que forneciam o exército americano, nomeadamente a Marinha e os "seal". O seu papel de assessor destas pequenas companhias decorria quando ainda se encontrava no activo na equipa "seal" Team 6.
Uma vez que não faziam parte do acordo de não-acusação, estes novos dados abriram novas frentes de investigação e os investigadores federais iniciaram uma busca mais aprofundada da actividade de Bissonnette “em conluio” com os fornecedores de equipamento militar ao Departamento de Defesa - nomeadamente da companhia Element Group que ajudou a formar há cinco anos em Virginia Beach.
Trata-se de uma das muitas batalhas que o ex-operacional da Marinha deverá agora enfrentar. O papel de Bissonnette chegou a estender-se à chefia de uma equipa de companheiros da "seal" Team 6 como conselheiros na elaboração de do vídeo-game Medal of Honor: Warfighter.