EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Fotógrafos condenados a pagar um euro por invasão privacidade de Diana

Fotógrafos condenados a pagar um euro por invasão privacidade de Diana

Três fotógrafos que "perseguiram" a princesa Diana e Dodi Al-Fayed na noite do acidente em que morreram foram condenados a pagar uma multa de um euro por invasão da privacidade, informaram hoje fontes judiciais.

Agência LUSA /

Jacques Langevin, Christian Martinez e Fabrice Chassery tinham sido absolvidos de invasão de privacidade em 2003, tendo o tribunal deliberado que um automóvel acidentado numa estrada pública não pode ser considerado área privada.

Essa decisão foi questionada pelo Supremo Tribunal, que enviou o processo para nova apreciação no Tribunal de Recurso de Paris.

Numa decisão tomada sexta-feira mas só hoje anunciada, este tribunal ordenou o pagamento da multa simbólica e a publicação da decisão - a expensas dos condenados - em três jornais ou revistas.

A queixa por invasão da privacidade foi apresentada pelo milionário egípcio Mohammed Al-Fayed, pai do namorado de Diana (Dodi al-Fayed), com base em três fotografias do casal a sair do Hotel Ritz de Paris e três outras tiradas já depois do acidente que os vitimou, ocorrido a 31 de Agosto de 1997.

A família real britânica e outros familiares de Diana renunciaram a apresentar-se como queixosos no processo.

O tribunal considerou que os fotógrafos invadiram a privacidade de Dodi Al-Fayed tanto quando fotografaram o casal a sair do hotel, como quando fotografaram o carro depois do acidente.

Os fotógrafos, cujas fotos foram confiscadas e não publicadas, integravam um grupo de fotógrafos de celebridades (paparazzi) que perseguiu Diana e Dodi pelas ruas de Paris e que tirou fotos do automóvel em que seguiam depois de embater num pilar de um túnel.

Dodi Al-Fayed e o motorista, Henry Paul, tiveram morte imediata e Diana morreu pouco depois, já no hospital. O único sobrevivente do acidente foi um guarda-costas.

Uma investigação ao acidente concluiu, ao fim de cinco anos, que o motorista estava sob o efeito do álcool e conduzia em excesso de velocidade.

PUB