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França. Assembleia Nacional aprova proposta para proibir redes sociais até aos 15 anos
A Assembleia Nacional francesa aprovou, por larga maioria, o artigo fundamental de um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais a menores de 15 anos, medida que visa proteger a saúde de crianças e adolescentes e que é apoiada pelo Governo e pelo presidente Emmanuel Macron.
O projeto de lei proposto pela deputada Laure Miller, e que conta com o apoio do Governo, terá tramitação acelerada, conforme anunciado por Macron. Os deputados franceses devem votar ainda na noite desta segunda-feira a proibição do uso de telemóveis em escolas de ensino básico.
“Com esta lei, estabeleceremos um limite claro na sociedade. Estamos a dizer uma coisa simples: as redes sociais não são inofensivas”, declarou Laure Miller, deputada eleita pelo Juntos pela República e autora do projeto de lei.
“Estas redes sociais prometeram conectar, mas fragmentaram. Prometeram informar, mas sobrecarregaram. Prometeram entreter, mas isolaram", argumentou.
“Estas redes sociais prometeram conectar, mas fragmentaram. Prometeram informar, mas sobrecarregaram. Prometeram entreter, mas isolaram", argumentou.
A proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos foi a principal recomendação do relatório da comissão parlamentar de inquérito sobre os efeitos psicológicos do TikTok em menores, da qual a deputada foi relatora.
"Antes dos 15 anos, vive-se a idade da inocência despreocupada, da criatividade, da aprendizagem e da construção da identidade. O cérebro das nossas crianças não está à venda, assim como não deve ser dominado", afirmou Anne Le Hénanff, secretária de Estado para Assuntos Digitais da França.
"Antes dos 15 anos, vive-se a idade da inocência despreocupada, da criatividade, da aprendizagem e da construção da identidade. O cérebro das nossas crianças não está à venda, assim como não deve ser dominado", afirmou Anne Le Hénanff, secretária de Estado para Assuntos Digitais da França.
Para a governante, esta idade "corresponde em França à definição de idade de consentimento sexual" e à "transição do ensino fundamental para o ensino médio".
Espera-se que o projeto de lei seja aprovado na íntegra ainda esta segunda-feira. Prevê-se que entre em vigor em setembro de 2026.
Com 116 votos a favor e 23 contra, os deputados franceses aprovaram uma emenda que estipula que "o acesso a um serviço de rede social online fornecido por uma plataforma online é proibido para menores" de quinze anos.
Com 116 votos a favor e 23 contra, os deputados franceses aprovaram uma emenda que estipula que "o acesso a um serviço de rede social online fornecido por uma plataforma online é proibido para menores" de quinze anos.
Outra proposta, aprovada por uma margem estreita, estipula que os provedores de redes sociais "devem garantir que os menores não são expostos a pressão comercial excessiva" e proíbe a "promoção de produtos ou serviços que possam prejudicar a saúde física ou mental de menores" em plataformas de redes sociais.
Segundo Laure Miller, a adoção desta última emenda "não está em conformidade com a legislação da União Europeia" e coloca em risco o texto de ser "rejeitado pela Comissão Europeia".
Segundo Laure Miller, a adoção desta última emenda "não está em conformidade com a legislação da União Europeia" e coloca em risco o texto de ser "rejeitado pela Comissão Europeia".
O presidente francês, Emmanuel Macron, solicitou ao Governo no sábado à noite que garantisse a entrada em vigor da proibição das redes sociais para menores de 15 anos em setembro, no início do próximo ano letivo.
C/agências