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França faz contas aos estilhaços e cinzas após jornada de protestos e confrontos
Os confrontos entre forças de segurança e manifestantes deixaram um retrato de destruição em diferentes cidades francesas. Houve pilhagens de lojas e edifícios e carros queimados.
Os franceses acordaram este domingo para um cenário de destruição, depois de uma jornada de violência e pilhagens que acabou por ensombrar a mobilização de centenas de milhares de pessoas contra o agravamento do custo de vida. A seis meses das eleições presidenciais, o Governo promete agir com mão de ferro.
As autoridades francesas anunciam mais de 1.200 detenções nos confrontos de sábado. Entre as forças policiais haverá pelo menos 150 agentes feridos. O número de manifestantes feridos é incerto.
O balanço das forças de segurança refere perto de meio milhão de manifestantes nas ruas, mas as estruturas sindicais apontam para 800 mil. Rosário Salgueiro, Paulo Domingos Lourenço - RTP, ParisForam muitos os focos de incêndio provocados pelos manifestantes. O edifício da câmara de Limoges, com mais de 140 anos, acabou por desabar parcialmente.
Em Marselha, no sul de França, Lille, no norte, Angers, no oeste, e Bordéus, no sudoeste, os manifestantes invadiram e vandalizaram câmaras e edifícios de outros órgãos administrativos. Em Lyon, no sudeste do país, um posto de turístico foi incendiado.
Em Paris, “ruas inteiras foram metodicamente devastadas”, nas palavras do vice-presidente da câmara da capital, o socialista Emmanuel Grégoire.
“Aqueles que destruíram e atacaram estabelecimentos comerciais e que saquearam até mesmo as nossas câmaras municipais serão processados e punidos”, afiançou, por sua vez, na rede social X, presidente francês, Emmanuel Macron.
“Permaneceremos unidos diante daqueles que semeiam o caos e que buscam apenas derrubar as nossas instituições”, insistiu o chefe de Estado.
“Convergência” de contestações
Ao cabo de semanas de protestos de estudantes do ensino secundário, os organizadores da jornada de mobilização de sábado visavam uma “convergência de lutas”, incluindo os antigos “coletes amarelos”. Isto num contexto de agravamento do custo de vida com a escalada de preços dos combustíveis.
O líder do partido de extrema-esquerda A França Insubmissa percorreu as ruas de Paris numa marcha de protesto. Segundo Jean-Luc Mélenchon, citado pela agência France-Presse, “aqueles que compartilham” da sua luta “não têm nada a ver com pilhagens ou depredações”.Mélenchon acusou mesmo o primeiro-ministro francês de ter ”brincado com fogo ao apostar no agravamento” da situação.
“Os discursos do deputado de Jean-Luc Mélenchon, ao legitimar a violência, ao considerar a ordem como uma forma de opressão e a desordem como um direito, procuram lançar o país no caos”, contrapôs, por sua vez, a líder do Rassemblement National, de extrema-direita, Marine Le Pen.
Também citado pela France-Presse, o presidente da Federação do Comércio e da Distribuição, Alexandre Bompard, afirma esperar “graves consequências económicas e financeiras”.
c/ agências
As autoridades francesas anunciam mais de 1.200 detenções nos confrontos de sábado. Entre as forças policiais haverá pelo menos 150 agentes feridos. O número de manifestantes feridos é incerto.
O balanço das forças de segurança refere perto de meio milhão de manifestantes nas ruas, mas as estruturas sindicais apontam para 800 mil. Rosário Salgueiro, Paulo Domingos Lourenço - RTP, ParisForam muitos os focos de incêndio provocados pelos manifestantes. O edifício da câmara de Limoges, com mais de 140 anos, acabou por desabar parcialmente.
Em Marselha, no sul de França, Lille, no norte, Angers, no oeste, e Bordéus, no sudoeste, os manifestantes invadiram e vandalizaram câmaras e edifícios de outros órgãos administrativos. Em Lyon, no sudeste do país, um posto de turístico foi incendiado.
Em Paris, “ruas inteiras foram metodicamente devastadas”, nas palavras do vice-presidente da câmara da capital, o socialista Emmanuel Grégoire.
“Aqueles que destruíram e atacaram estabelecimentos comerciais e que saquearam até mesmo as nossas câmaras municipais serão processados e punidos”, afiançou, por sua vez, na rede social X, presidente francês, Emmanuel Macron.
Aucune place pour la violence dans notre République. Ceux qui ont cassé, attaqué les préfectures comme les commerces, pillé jusqu’à nos mairies, seront poursuivis et punis. Aux forces de l’ordre, garantes du droit à manifester, je dis le soutien de la Nation. Nous ferons tous bloc face aux semeurs de chaos, qui ne cherchent qu’à abattre nos institutions et empêchent ceux qui expriment pacifiquement leurs revendications de le faire.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 17, 2026
“Permaneceremos unidos diante daqueles que semeiam o caos e que buscam apenas derrubar as nossas instituições”, insistiu o chefe de Estado.
“Convergência” de contestações
Ao cabo de semanas de protestos de estudantes do ensino secundário, os organizadores da jornada de mobilização de sábado visavam uma “convergência de lutas”, incluindo os antigos “coletes amarelos”. Isto num contexto de agravamento do custo de vida com a escalada de preços dos combustíveis.
O líder do partido de extrema-esquerda A França Insubmissa percorreu as ruas de Paris numa marcha de protesto. Segundo Jean-Luc Mélenchon, citado pela agência France-Presse, “aqueles que compartilham” da sua luta “não têm nada a ver com pilhagens ou depredações”.Mélenchon acusou mesmo o primeiro-ministro francês de ter ”brincado com fogo ao apostar no agravamento” da situação.
“Os discursos do deputado de Jean-Luc Mélenchon, ao legitimar a violência, ao considerar a ordem como uma forma de opressão e a desordem como um direito, procuram lançar o país no caos”, contrapôs, por sua vez, a líder do Rassemblement National, de extrema-direita, Marine Le Pen.
Também citado pela France-Presse, o presidente da Federação do Comércio e da Distribuição, Alexandre Bompard, afirma esperar “graves consequências económicas e financeiras”.
c/ agências