Mundo
França fura embargo europeu de venda de armas ao Egipto
Apesar da recomendação não vinculativa do Parlamento Europeu para não serem vendidas armas à ditadura egípcia, vários países têm continuado a fazê-lo. Agora é a França, e não vende qualquer coisa: um par de porta-helicópteros altamente sofisticados, com o detalhe picante de terem sido construídos para a Rússia e finalmente retidos em obediência às sanções decretadas contra Putin.
O primeiro porta-aviões da classe "Mistral", agora com o nome "Gamal Abdle Nasser", foi entregue ao Egipto em cerimónia realizada na cidade portuária de Saint-Nazaire, com a presença do ministro egípcio da D
efesa, Sedki Sobhi, e respectivo séquito. O navio, tal como o seu par, estava apalavrado para entrega à Rússia, que por ele iria pagar 1.200 milhões de euros. Mas a crise ucraniana e as sanções contra a Rússia levaram a França a cancelar a venda.
Paralelamente, também o Egipto se tornara alvo de uma recomendação embargatória do Parlamento Europeu. Não só se trata de uma ditadura, resultante de golpe de Estado contra um Governo eleito, como a partir do massacre de manifestantes ocorrido em Agosto de 2013 se tornara uma ditadura especialmente sangrenta. E em Março deste ano o Parlamento Europeu recomendou que nenhum dos EStados membros vendesse ao Egipto equipamento militar de qualquer espécie.
Acontece que ninguém levou a sério a recomendação aprovada pelo Parlamento Europeu. Quase metade dos 28 Estados membros da União Europeia - para ser mais exacto, 12 - continuam entretanto a vender ao Egipto armamento de vário tipo. E entre esses 12 violadores do embargo facultativo contam-se os dois principais pilares da UE: Alemanha e França.
Em Abril deste ano, foi uma verdadeira procissão de políticos do eixo franco-alemão, da Europa para o Cairo, em busca de lucrativos contratos - de venda de armamento. Nessa altura viajaram para o Egipto tanto o presidente francês François Hollande como o ministro da Economia alemão Sygmar Gabriel. Na comitiva deste, havia uma farta centena de gestores, que foram recebidos pelo ditador egípcio Al Sisi durante quase duas horas.
No final, o ministro social-democrata Gabriel foi ao ponto de classificar o ditador como "um presidente impressionante". À chuva de críticas sobre este ditirambo reagiu mais tarde, através de um porta-voz do seu Ministério, dizendo que fora citado "fora do contexto". O "contexto" é, afinal, o de um contrato de 8 mil milhões de euros que a Siemens tem com o Egipto e que Gabriel tratou de consolidar e alargar.
Paralelamente, também o Egipto se tornara alvo de uma recomendação embargatória do Parlamento Europeu. Não só se trata de uma ditadura, resultante de golpe de Estado contra um Governo eleito, como a partir do massacre de manifestantes ocorrido em Agosto de 2013 se tornara uma ditadura especialmente sangrenta. E em Março deste ano o Parlamento Europeu recomendou que nenhum dos EStados membros vendesse ao Egipto equipamento militar de qualquer espécie.
Acontece que ninguém levou a sério a recomendação aprovada pelo Parlamento Europeu. Quase metade dos 28 Estados membros da União Europeia - para ser mais exacto, 12 - continuam entretanto a vender ao Egipto armamento de vário tipo. E entre esses 12 violadores do embargo facultativo contam-se os dois principais pilares da UE: Alemanha e França.
Em Abril deste ano, foi uma verdadeira procissão de políticos do eixo franco-alemão, da Europa para o Cairo, em busca de lucrativos contratos - de venda de armamento. Nessa altura viajaram para o Egipto tanto o presidente francês François Hollande como o ministro da Economia alemão Sygmar Gabriel. Na comitiva deste, havia uma farta centena de gestores, que foram recebidos pelo ditador egípcio Al Sisi durante quase duas horas.
No final, o ministro social-democrata Gabriel foi ao ponto de classificar o ditador como "um presidente impressionante". À chuva de críticas sobre este ditirambo reagiu mais tarde, através de um porta-voz do seu Ministério, dizendo que fora citado "fora do contexto". O "contexto" é, afinal, o de um contrato de 8 mil milhões de euros que a Siemens tem com o Egipto e que Gabriel tratou de consolidar e alargar.