França mobiliza 70.000 agentes face a novos protestos e apelos à violência e pilhagens

França mobiliza 70.000 agentes face a novos protestos e apelos à violência e pilhagens

O ministro do Interior francês anunciou hoje a mobilização de 70.000 agentes policiais em todo o país, face à convocatória de novos protestos no sábado e apelos nas redes sociais para a prática de violência e pilhagens.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Reuters

Laurent Nuñez declarou que, para além das convocatórias para manifestações feitas por vários sindicatos, organizações estudantis e grupos políticos, foram também observados "inúmeros apelos" provenientes da "extrema-esquerda radical" nas redes sociais para a "prática de atos de violência".
"Além disso, voltaram a surgir várias mensagens que mencionam pilhagens e que, evidentemente, são propagadas pelos próprios agitadores", completou o ministro.
Entre os 70 mil membros das forças de segurança mobilizados, o ministro incluiu "efetivos locais dos diferentes departamentos", assim como "unidades de elite".
"Cerca de vinte veículos blindados Centaure", destinados à `gendarmerie` (polícia militar), "e 15 veículos lançadores de água", para a polícia, serão mobilizados em França.
"Seremos implacáveis com os saqueadores e os agitadores. As instruções que dei são para que se atue com a máxima firmeza", declarou Nuñez.
O ministro do Interior enviou este aviso àqueles que procuram cenários de caos como os que se verificaram no último fim de semana, quando se estimou que cerca de três mil estabelecimentos comerciais tenham sofrido danos.
Nuñez informou ainda que caberá aos autarcas decidirem, caso a caso, quais as manifestações e concentrações que serão permitidas, com base no risco de ameaças à ordem pública.
"Permitir a realização de uma manifestação num local com muitos estabelecimentos comerciais --- tendo em conta o que aconteceu na semana passada --- é algo que, na visão de muitos autarcas, e bem, não é possível", afirmou.
O sindicato da magistratura e uma associação de defesa das liberdades constitucionais recorreram na quinta-feira ao Conselho Constitucional contra estas orientações.
"O que ocorreu no dia 17 de outubro é totalmente inaceitável. Por isso, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir estes saques, agressões e ataques a edifícios públicos", prometeu o ministro.

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