Eleições em França. A perspetiva do correspondente da RTP
José Manuel Rosendo, correspondente da RTP em Paris, faz o ponto da situação numa altura em que os primeiros resultados dão uma ampla vitória ao Reagrupamento Nacional.
É uma estratégia de ambos para evitar uma fragmentação de votos que possa beneficiar o partido de Marine Le Pen e Jordan Badella.
"Nem um único voto" para a extrema-direita, apela o primeiro-ministro francês
O primeiro-ministro francês, Gabriel Attal, disse este domingo que "nem um único voto" deverá ir para o partido de extrema-direita, Reagrupamento Nacional, na segunda volta das eleições legislativas. Definiu como objetivo evitar uma maioria absoluta do RN na segunda volta.
Foto: Yara Nardi - Reuters
Gabriel Attal alertou para os riscos de uma maioria absoluta da extrema-direita e o seu "projeto funesto".
"A extrema-direita está às portas do poder. Nunca na nossa democracia a Assembleia Nacional corre o risco como corre esta noite de ser dominada pela extrema-direita", sublinhou.
Legislativas em França. Votação em Portugal terá duplicado em relação às últimas eleições
Em Portugal, o número de votantes nas eleições francesas terá duplicado face a 2022. Para o primeiro conselheiro da Embaixada francesa em Portugal, é um sinal de que os eleitores estão conscientes da importância do momento.
Eleições Legislativas em França tiveram a maior participação desde 1981
A extrema direita ganhou as eleições legislativas antecipadas em França pela primeira vez mas sem atingir a maioria absoluta. As primeiras projeções dão 34 por cento ao Rassemblement nacional liderado por Jordan Bardella
O grande derrotado é partido Ensemble, do presidente Emmanuel Macron, liderado pelo atual primeiro-ministro Gabriel Attal, que ficou na terceira posição com 20,3 por cento
Votaram nestas legislativas perto de 70 cento dos eleitores é a maior participação em eleições legislativas desde 1981
Com estes resultados nenhum dos partidos atinge a maioria absoluta dos 577 deputados da Assembleia Nacional. No próximo domingo os franceses voltam às urnas para a segunda volta, onde a extrema-direita é favorita para ganhar, pelo que poderá vir a formar governo
Jordan Bardella afirma que está pronto para ser primeiro-ministro
O líder do Reagrupamento Nacional, de extrema-direita, afirmou este domingo que está preparado para assumir funções como primeiro-ministro. De acordo com as primeiras projeções, o partido que lidera foi o mais votado nesta primeira volta.
Foto: Sarah Meyssonnier - Reuters
Caso seja primeiro-ministro, Bardella garante que irá respeitar a Constituição e a função do presidente da República, Emmanuel Macron.
Mélénchon anuncia retirada de candidatos para evitar ascensão da extrema-direita
Jean-Luc Mélénchon, da Nova Frente Popular, pede aos franceses "uma "prova de sangue frio" e de "força de convicções" na segunda volta das eleições legislativas antecipadas. Anunciou ainda que irá retirar candidatos para travar a ascensão da extrema-direita.
Foto: Abdul Saboor - Reuters
A coligação de Mélénchon compremete-se a retirar os seus candidatos que tenham ficado em terceira posição de forma a evitar uma divisão de votos que possa beneficiar a extrema-direita.
Na segunda volta que se realiza na próxima semana o país terá de escolher entre duas opções "inteiramente diferentes", afirmou na reação às primeiras projeções.
"Temos de dar uma maioria absoluta à Nova Frente Popular, é a única alternativa", vincou Mélénchon.
Para o candidato, neste voto "é a França que está em causa, é a República que está em causa".
Le Pen diz que o "bloco macronista" foi "praticamente apagado"
Numa primeira reação às projeções das eleições antecipadas em França, a fundadora do Rassemblement National considerou que o voto deste domingo resultou da vontade de "virar a página", mas frisou que "nada está ganho".
Foto: Yves Herman - Reuters
Projeções dão ampla vitória ao Reagrupamento Nacional
Afluência às urnas deverá chegar aos 67,5%
Pelas 17h00 locais, a participação, que já subia 20 pontos em relação às últimas eleições, segundo o Ministério do Interior, citado pela agência France Presse.
Os institutos de sondagens avançam com 67,5% de taxa de afluência como previsão mais baixa de participação.
Eleições em França com grande afluência às urnas
O correspondente da RTP em França, José Manuel Rosendo, dá conta dos dados mais recentes sobre as eleições legislativas em França. Com 59,39 por cento dos eleitores a votarem até às 17h00, esta é a eleição legislativa com maior afluência às urnas desde 1978.
França. Cerca de 49 milhões de eleitores escolhem nova Assembleia Naiconal
Cerca de 49 milhões de eleitores estão a escolher os 577 deputados da Assembleia Nacional. As sondagens apontam para a vitória da extrema-direita. Ao final da manhã, os principais candidatos já tinham votado.
Eleições em França. Eleitores franceses escolhem nova assembleia
Espera-se que os 49 milhões de eleitores vão às urnas para eleger os 577 deputados da Assembleia Nacional. As sondagens apontam para a vitória da extrema-direita, de Marine Le Pen, e para uma derrota do partido de Emmanuel Macron.
O presidente francês convocou estas eleições antecipadas após os resultados das eleições europeias, a 9 de junho. Estas legislativas são as mais aguardadas da história recente, em França e ficam marcadas pela imigração, impostos e educação.
Esta primeira volta começou com a abertura das assembleias de voto em alguns territórios ultramarinos.
Após a abertura das urnas em territórios ultramarinos como São Pedro e Miquelon, São Bartolomeu, São Martinho, Guadalupe, Martinica, Guiana, Polinésia Francesa - aliás, a Nova Caledónia encerrou no sábado as assembleias de voto com um aumento da afluência após os protestos de há algumas semanas -, bem como em embaixadas e consulados no continente americano, é a vez, este domingo, da França continental, onde 49,5 milhões de eleitores estão inscritos para votar.
Com os primeiros resultados esperados por volta das 20h00, esta eleição poderá abalar o panorama político francês e abrir caminho para que a extrema-direita chegue ao poder dentro de uma semana.
As eleições de 30 de junho são apenas a primeira volta de um sistema de duas voltas, sendo o dia 7 de julho a data-chave.
A Assembleia Nacional francesa é composta por 577 deputados, eleitos por outros tantos círculos eleitorais: em cada um deles, só há um vencedor na primeira volta se alguém obtiver mais de 50% dos votos expressos e estes representarem, além disso, 25% do total do eleitorado.
As sondagens mostram a aliança conservadora liderada pelo Reagrupamento Nacional de Jordan Bardella e Marine Le Pen à frente dos rivais, com uma intenção de voto de cerca de 30%, mas não é claro que consigam alcançar a maioria absoluta que Bardella exige para governar sem dependência.
c/ Lusa