Mundo
França vai fornecer ao Líbano armamento pago pela Arábia Saudita
O acordo, no valor de três mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), foi assinado esta terça-feira por representantes da França e da Arábia Saudita, afirmaram fontes diplomáticas francesas. Paris irá fornecer a Beirute armamento pago pela Arábia Saudita de forma a reforçar as defesas libanesas ameaçadas pelo conflito civil na sua vizinha Síria, em particular pelas forças jihadistas do Estado Islâmico.
O "contrato de ajuda ao exército libanês" foi assinado pelo ministro saudita das Finanças, Ibrahim al-Assaf, e pelo presidente da Odas, a sociedade pública francesa de exportação de material de defesa, Edouard Guillaud. O chefe de Estado Maior Libanês, general Jean Kahwaji, assistiu à cerimónia.
Não foram fornecidos detalhes sobre o tipo de armamento a fornecer nem quando será entregue às autoridades de Beirute. O diário libanês Al-Hayat afirma que as entregas serão iniciadas dentro de um mês.Nenhum responsável libanês ou saudita reagiu à assinatura do acordo, cujas formalidades de execução em termos de armamento e de calendários de fornecimento têm sido negociadas nos últimos 10 meses.
Um comunicado dos Negócios Estrangeiros franceses assinalou a ocasião.
"Aplaudo a assinatura do contrato para auxiliar o exército libanês", afirma o documento assinado pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros.
Laurent Fabius acrescenta: "este acordo, financiado por uma doação saudita, irá reforçar o exército libanês, que é o garante da unidade e da estabilidade no Líbano".
O MNE francês considera igualmente que o armamento a fornecer irá ajudar os militares libaneses a "cumprir a sua missão de defender o território e na luta contra o terrorismo numa altura em que o Líbano está sob ameaça". Fabius sublinhou que o contrato "ilustra a qualidade excecional da relação franco-saudita".
Ingerência
A oferta da Arábia Saudita para financiar a aquisição libanesa de armamento francês foi anunciada por Beirute em dezembro. Logo de seguida, o Irão mostrou-se disponível para também auxiliar o exército libanês.
A maioria dos libaneses considera estas ofertas e empréstimos externos uma forma de ingerência política nos assuntos internos libaneses.O Líbano é um país pequeno de pouco mais de 10.000 km2, junto ao Mar Mediterrâneo, que faz fronteira com a Síria, a norte, Israel a sul e Chipre a oeste (fronteira marítima). Tem cerca de 4.000 habitantes, distribuídos por diversas religiões e seitas religiosas que competem entre si por recursos e influência política. A possibilidade de episódios violentos é constante.
O exército libanês inclui soldados de todas as fações nacionais (sobretudo xiitas, sunitas e cristãos) e é geralmente visto como o garante da unidade do país mas tem menos força e armamento do que a própria guerrilha xiita do Hezbollah, a maior força libanesa financiada pelo regime xiita do Irão.
Habitualmente afetadas pelas tensões entre Israel e as forças palestinianas, as rivalidades internas da sociedade libanesa estão sob pressão agravada devido à guerra na Síria, que opõe forças sunitas, xiitas e seculares. E o exército tem tido dificuldades crescentes em manter a ordem e separar os beligerantes nacionais.
Não foram fornecidos detalhes sobre o tipo de armamento a fornecer nem quando será entregue às autoridades de Beirute. O diário libanês Al-Hayat afirma que as entregas serão iniciadas dentro de um mês.Nenhum responsável libanês ou saudita reagiu à assinatura do acordo, cujas formalidades de execução em termos de armamento e de calendários de fornecimento têm sido negociadas nos últimos 10 meses.
Um comunicado dos Negócios Estrangeiros franceses assinalou a ocasião.
"Aplaudo a assinatura do contrato para auxiliar o exército libanês", afirma o documento assinado pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros.
Laurent Fabius acrescenta: "este acordo, financiado por uma doação saudita, irá reforçar o exército libanês, que é o garante da unidade e da estabilidade no Líbano".
O MNE francês considera igualmente que o armamento a fornecer irá ajudar os militares libaneses a "cumprir a sua missão de defender o território e na luta contra o terrorismo numa altura em que o Líbano está sob ameaça". Fabius sublinhou que o contrato "ilustra a qualidade excecional da relação franco-saudita".
Ingerência
A oferta da Arábia Saudita para financiar a aquisição libanesa de armamento francês foi anunciada por Beirute em dezembro. Logo de seguida, o Irão mostrou-se disponível para também auxiliar o exército libanês.
A maioria dos libaneses considera estas ofertas e empréstimos externos uma forma de ingerência política nos assuntos internos libaneses.O Líbano é um país pequeno de pouco mais de 10.000 km2, junto ao Mar Mediterrâneo, que faz fronteira com a Síria, a norte, Israel a sul e Chipre a oeste (fronteira marítima). Tem cerca de 4.000 habitantes, distribuídos por diversas religiões e seitas religiosas que competem entre si por recursos e influência política. A possibilidade de episódios violentos é constante.
O exército libanês inclui soldados de todas as fações nacionais (sobretudo xiitas, sunitas e cristãos) e é geralmente visto como o garante da unidade do país mas tem menos força e armamento do que a própria guerrilha xiita do Hezbollah, a maior força libanesa financiada pelo regime xiita do Irão.
Habitualmente afetadas pelas tensões entre Israel e as forças palestinianas, as rivalidades internas da sociedade libanesa estão sob pressão agravada devido à guerra na Síria, que opõe forças sunitas, xiitas e seculares. E o exército tem tido dificuldades crescentes em manter a ordem e separar os beligerantes nacionais.