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Fukushima. Águas residuais da central nuclear são libertadas a partir de quinta-feira
O Governo japonês anunciou que as descargas para o oceano de águas residuais radioativas tratadas e diluídas da central nuclear de Fukushima Daiichi avançam na próxima quinta-feira, "se as condições meteorológicas e oceânicas o permitirem", desafiando a forte oposição de alguns países, cientistas e pescadores locais preocupados com a qualidade e reputação do marisco proveniente do Japão.
O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, adiantou na terça-feira, numa reunião ministerial, que tinha pedido ao operador da central, a Tokyo Electric Power (TEPCO), para “preparar rapidamente a descarga de água” prevista para a próxima quinta-feira, 24 de agosto, em conformidade com os planos aprovados pelos reguladores nucleares, se o tempo o permitisse.
As águas residuais, provenientes da chuva e de águas subterrâneas, ficaram contaminadas com o terramoto e o subsequente tsunami que se abateram sobre a central de Fukushima Daiichi, em março de 2011.
Mais de 12 anos depois da fusão nuclear, avançam os planos de libertação de águas residuais radioativas tratadas e diluídas, entretanto aprovados pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), mas que causaram vários protestos na China e preocupação com a reputação do marisco do Japão. O espaço de armazenamento da Central está a esgotar-se, pelo que no início de 2024, deverá ficar sem espaço para armazenar cerca de 1,33 milhões de toneladas de água tratada, de acordo com o governo japonês e a TEPCO. Ambos alertaram para a necessidade da água ser removida, para evitar fugas acidentais dos tanques.
O plano prevê uma libertação através de um túnel submarino a um quilómetro da costa, que durará cerca de 30 a 40 anos. O Japão "optou por uma falsa solução - décadas de poluição radioativa deliberada do ambiente marinho - numa altura em que os oceanos do mundo já enfrentam uma enorme pressão e stress", afirmou Shaun Burnie, especialista nuclear da Greenpeace na Ásia Oriental.
Mais recentemente, Hong Kong – um mercado importante para as exportações japonesas – demonstrou também a sua preocupação com o impacto que a descarga terá na segurança alimentar e ameaçou com restrições à importação de marisco japonês.
Neste sentido, o Governo japonês criou fundos para apoiar a comunidade pescatória: mais de 200 milhões de euros para compensar os pescadores locais pelos danos causados à sua reputação e mais de 300 milhões para fazer face a qualquer impacto financeiro nos seus negócios, segundo noticia a agência nacional japonesa Kyodo.
"Forte determinação em evitar danos à reputação" durante o período de descarga de águas garantiu a presidente da Tepco, Tomoaki Kobayakawa.
A operadora da central Tepco "dedicará todos os seus recursos a garantir a segurança e a qualidade do funcionamento das instalações, obtendo rapidamente resultados de monitorização e divulgando essa informação de forma exata e de fácil compreensão", acrescentou.
As águas residuais, provenientes da chuva e de águas subterrâneas, ficaram contaminadas com o terramoto e o subsequente tsunami que se abateram sobre a central de Fukushima Daiichi, em março de 2011.
Mais de 12 anos depois da fusão nuclear, avançam os planos de libertação de águas residuais radioativas tratadas e diluídas, entretanto aprovados pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), mas que causaram vários protestos na China e preocupação com a reputação do marisco do Japão. O espaço de armazenamento da Central está a esgotar-se, pelo que no início de 2024, deverá ficar sem espaço para armazenar cerca de 1,33 milhões de toneladas de água tratada, de acordo com o governo japonês e a TEPCO. Ambos alertaram para a necessidade da água ser removida, para evitar fugas acidentais dos tanques.
A água, tratada e diluída, através de um sistema de filtragem de líquidos que remove a maioria dos elementos radioativos - à exceção do trítio, uma substância difícil de separar da água –, será libertada para o oceano a um ritmo máximo de 500 mil litros por dia.
A Greenpeace descreveu a tecnologia de filtragem como “defeituosa” e alertou para uma “imensa” quantidade de material radioativo”.
O plano prevê uma libertação através de um túnel submarino a um quilómetro da costa, que durará cerca de 30 a 40 anos. O Japão "optou por uma falsa solução - décadas de poluição radioativa deliberada do ambiente marinho - numa altura em que os oceanos do mundo já enfrentam uma enorme pressão e stress", afirmou Shaun Burnie, especialista nuclear da Greenpeace na Ásia Oriental.
Apesar de ter sido aprovado pela AIEA, a autoridade nuclear da ONU, o plano de libertação de água de Fukushima tem suscitado preocupações nos países do Pacífico, provocando protestos na Coreia do Sul e levando a China a restringir a importação de alguns alimentos de dez províncias do Japão.
Mais recentemente, Hong Kong – um mercado importante para as exportações japonesas – demonstrou também a sua preocupação com o impacto que a descarga terá na segurança alimentar e ameaçou com restrições à importação de marisco japonês.
Também os pescadores locais temem que a descarga de água para o oceano cause danos à sua reputação e destrua a sua indústria, segundo Masanobu Sakamoto, presidente da Federação Nacional das Associações de Cooperativas de Pesca.
O primeiro-ministro japonês reconheceu essas preocupações e prometeu “assumir toda a responsabilidade de garantir que a indústria pesqueira possa continuar a ganhar a vida, mesmo que isso leve décadas", em declarações aos jornalistas na segunda-feira."Não é, de modo algum, algo que possamos adiar se quisermos desativar a central nuclear de Fukushima e revitalizar a região", garantiu Fumio Kishida.
Neste sentido, o Governo japonês criou fundos para apoiar a comunidade pescatória: mais de 200 milhões de euros para compensar os pescadores locais pelos danos causados à sua reputação e mais de 300 milhões para fazer face a qualquer impacto financeiro nos seus negócios, segundo noticia a agência nacional japonesa Kyodo.
"Forte determinação em evitar danos à reputação" durante o período de descarga de águas garantiu a presidente da Tepco, Tomoaki Kobayakawa.
A operadora da central Tepco "dedicará todos os seus recursos a garantir a segurança e a qualidade do funcionamento das instalações, obtendo rapidamente resultados de monitorização e divulgando essa informação de forma exata e de fácil compreensão", acrescentou.
Segundo fonte do Governo japonês, os primeiros resultados dos testes à água do mar descarregada estarão disponíveis para consulta no início do próximo mês, assim como a análise aos peixes das águas próximas da central, cujos resultados poderão ser consultados no “site” do Ministério japonês da Agricultura.
c/ agências