Fundação João Paulo II já apoiou dezenas de projectos em Cabo Verde

A Fundação João Paulo II, criada em 1984 para apoiar a árida região do Sahel na luta contra a desertificação, já participou em cerca de meia centena de pequenos projectos em Cabo Verde.

Agência LUSA /

Em declarações à imprensa, Marina Almeida, secretária da Caritas cabo-verdiana, entidade que gere os apoios da fundação com o nome do falecido Papa no país, considerou que os projectos "são de grande importância" no âmbito do combate à seca e à desertificação.

Mas, apontou Marina Almeida, a taxa de aproveitamento dos projectos aprovados pela Fundação João Paulo II para o Sahel "é fraca em comparação com aquilo que acontece nos restantes países da região".

O apoio à criação de mecanismos de aproveitamento de águas pluviais, a florestação em algumas ilhas do arquipélago e a atribuição de bolsas de estudo são alguns dos apoios dados pela fundação na última década.

Criada em 1984, a Fundação João Paulo II surgiu numa altura em que o Sahel era assolado por uma das mais violentas secas verificadas na região que engloba uma dezena de países a sul do Saara, incluindo Cabo Verde e a Guiné-Bissau.

Os fundos geridos pela Fundação João Paulo II, maioritariamente oriundos de donativos feitos na Europa, nomeadamente de instituições religiosas que os recolhem localmente em campanhas específicas, são atribuídos sem distinção religiosa, contando-se inúmeras organizações não governamentais (ONG) laicas na folha de apoios concedidos.

Desde a sua criação, os dirigentes católicos dos países envolvidos reúnem-se periodicamente para analisar a actuação da fundação e definir o seu funcionamento, atendendo às circunstâncias, nomeadamente a incidência das secas.


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