Funeral de João Paulo II na sexta-feira
O corpo do Papa João Paulo II será colocado segunda-feira à tarde em câmara ardente na Basílica de São Pedro, no Vaticano, e as exéquias realizar-se-ão na sexta-feira, às 10 horas locais, 9 horas de Lisboa.
O presidente da Cãmara de Roma, Walter Veltroni confirmou que a cidade italiana está a preparar-se "para um momento sem precedentes" na sexta-feira, altura em que milhões de pessoas, incluindo centenas de chefes de Estado e de governo se deslocarão ao Vaticano.
"Roma vai parar para garantir um desenrolar normal de todas as manifestações de pesar e de luto ao Sumo Pontífice, garantindo a segurança máxima para todos os chefes de Estado que chegarão para prestar homenagem ao Papa", disse, em declarações à rádio Repubblica.
As autoridades italianas têm vindo, nos últimos dias, a preparar em conjunto as cerimónias fúnebres de João Paulo II, mobilizando milhares de polícias, médicos, elementos da protecção civil e outras estruturas.
Segundo as normas do Vaticano, o corpo do Papa será colocado numa urna adornada diante do Altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, onde permanecerá em câmara ardente três dias antes das exéquias.
Desde a morte de Paulo VI e João Paulo I, as exéquias decorrem na Praça de São Pedro, na presença de presidentes, reis e personalidades de todo o mundo.
O corpo de João Paulo II será trasladado nas próximas horas para a sala Clementina do Palácio Apostólico, para receber a homenagem da Cúria.
Durante a noite de hoje, o Papa será velado pelos seus dois secretários, o arcebispo Stanislaw Dziwisz e o religioso Mieczyslaw Mokrzycki.
No velório, estarão igualmente presentes as religiosas polacas que durante os seus mais de 26 anos de pontificado cuidaram de João Paulo II e do apartamento papal.
Após o período de luto que se seguirá à morte do Papa, os cardeais realizarão uma votação secreta na Capela Sistina para escolher o seu sucessor.
De acordo com as leis do Vaticano, o processo de eleição do novo pontífice da Igreja Católica deverá iniciar-se 20 dias depois da morte do Papa.