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Furacão Dorian é já o mais violento de sempre nas Bahamas

A tempestade atingiu o nível 5, a categoria máxima na escala de Saffir-Simpson, com ventos sustentados de 285 quilómetros/hora e rajadas de 322 quilómetros/hora. O Furacão é o mais violento jamais registado a atingir as Bahamas.

RTP /
Os efeitos do Dorian faziam-se sentir horas antes da chegada do furacão, já grau 5. Reuters

O Dorian está aliás a bater recordes. É um dos cinco furacões mais fortes registados no Atlântico. E este é o quarto ano seguido assinalado por uma tempestade categoria 5, outro recorde.

Na rede social Twitter surgiram vários vídeos a mostrar a violência do furacão, levando o CNF a apelar às pessoas para se manterem a salvo.



Voando no próprio olho do furacão, uma equipa de meteorologistas captou uma imagem em que as nuvens fazem um "efeito de estádio", que afirmam ser típico dos furacões mais perigosos e violentos.


O olho do furacão atingiu Elbow Cay, nas Ábaco, pelas 18h GMT, "com ventos de 295 quilómetros/hora", especificou o CNF.

Uma hora mais tarde, o olho do furacão atingiu novamente terra na ilha Grande Ábaco, perto de Porto Marsh, com ventos máximos sustentados de 200 quilómetros/hora.

Uma velocidade só comparável a uma tempestade ocorrida em 1935, refere o Centro de Furacções norte-americano.

Este é um furacão "catastrófico", avisam os meteorologistas, que prevêem que a tempestade leve dois dias a atravessar as Bahamas, antes de seguir para a costa sul dos Estados Unidos.

O Centro Nacional de Furacões norte-americano alerta que o Dorian irá provocar "destruição extrema onde passar".

A tempestade tem ainda estado a abrandar o seu curso para 1,5 quilómetros e meio por hora, "prolongando os efeitos catastróficos", refere o CNF.

"O olho do furacão está a aproximar-se das ilhas Ábaco e os residentes devem procurar abrigo imediatamente, sob risco de vida", recomendou o Centro pelas 16h00 GMT.

"Não temos para onde ir"
As autoridades ordenaram a evacuação de localidades ribeirinhas, já que, além do vento ciclónico, estão previstas chuvas torrenciais, e ondulação marítima muito alta e perigosa.

Na lista de previsões inclui-se também a queda de árvores e de postes de eletricidade e de telefone, além de inundações repentinas.


Já havia relatos de árvores quebradas e pontões destruídos pelas vagas, ainda antes da chegada do pior da tempestade.

Em Great Guana Cay, na ilha de Great Abaco, às primeiras horas de domingo as ondas cobriam já as partes mais baixas da ilhota de apenas 14 quilómetros de comprimento e que, na maré alta, conta com pouco mais de 400 metros de largura.

Um dos residentes, Tom Creenan, ficou para trás quando a maioria dos vizinhos decidiu obedecer ao apelo do primeiro-ministro e fugiu. Com ele ficaram outras 200 ou 300 pessoas, em Great Guana Kay, onde a eletricidade já se foi.

"O primeiro-ministro disse outro dia que todas as pessoas em Abaco deviam sair", disse Creenan num telefonema com a agência Reuters. "Mas não temos para onde ir", acrescentou.

"Este é o furacão mais forte a atingir as Bahamas. Cresci na Florida, por isso vivi o Andrew", lembrou ainda. O furacão Andrew atingiu a Florida em 1992 como categoria 5, arrasando a cidade de Homestead.

Os estados norte-americanos da Florida, da Georgia, da Carolina do Sul e da Carolina do Norte, estão em estado de emergência, apesar de não se saber ainda se o furacão irá mudar de rumo e passar ao largo da costa.

Mesmo nesse cenário mais favorável, irão registar-se chuva e vento fortes, com risco de inundações, referem as autoridades dos EUA.
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