Furacão Matthew fustiga Haiti e faz mais de 339 mortos

Depois do rasto de enorme destruição deixado na Jamaica, Cuba, República Dominicana, Bahamas e principalmente no Haiti, o furacão dirige-se agora para a costa dos Estados Unidos. As autoridades emitiram ordens de evacuação nas zonas de maior densidade populacional.

RTP /
Cavaillon, no Haiti, uma das zonas afetadas pelo furacão. Andres Martinez Casares - Reuters

O maior furacão da região em mais de dez anos está a deixar um rasto de destruição nas ilhas das Caraíbas e fez pelo menos 339 mortos no Haiti. 

A informação foi confirmada pelo senador Hervé Fourcand à agência France-Presse, que lembrou que o número é ainda preliminar, já que algumas zonas atingidas, sobretudo no sul do país, ainda se encontram inacessíveis. 

A Cruz Vermelha emitiu um pedido de ajuda de emergência para assistir mais de 50 mil haitianos afetados pelo furacão. A organização pede cerca de 7 milhões de dólares ao longo do próximo ano para garantir ajuda médica urgente, construção de abrigos e garantir o fornecimento de água e serviços sanitários. 


Andres Martinez Casares - Reuters

Para além do número de mortos, que já ultrapassa as três centenas, milhares de pessoas ficaram desalojadas.

Ines Brill, representante da Cruz Vermelha nas Caraíbas, fala de uma grande destruição em várias cidades. "A água e a eletricidade foram cortadas. Os serviços médicos não estão a funcionar e a comunicação é muito limitada", refere a responsável. 

Felipe Santa Bárbara - Antena 1

Espera-se agora que o furacão chegue aos Estados Unidos da América esta manhã. Ao longo do dia deve atingir a costa de 965 quilómetros, de Boca Raton, na Florida, até Charleston, na Carolina do Norte, levando água do mar e chuvas fortes para o interior. À medida que se aproxima, o furacão já perdeu força, baixando para a categoria 3 numa escala de 5.

Por precaução, as autoridades emitiram ordens de evacuação para zonas que abrangem pelo menos três milhões de residentes.
EUA preparam-se para o pior
A Florida deverá ser atingida pelo furacão já nas próximas horas. Barack Obama declarou na quinta-feira o estado de emergência na Geórgia, como já tinha feito também para a Carolina do Sul, de modo a que estes estados recebam ajuda federal. 

O Presidente norte-americano autorizou o Departamento de Segurança Interna e a Agência Federal de Gestão de Emergências a complementar os apoios estaduais e locais para situações de emergência. 



As cidades costeiras são as mais ameaçadas devido às chuvas torrenciais, forte ondulação e ventos que chegam aos 210 quilómetros por hora. No caminho do furacão estão cidades de maior dimensão como Jacksonville (Florida) e Savannah (Georgia).

A cidade de Daytona Beach, no leste da Península da Florida, impôs um recolher obrigatório que vai durar até à madrugada de sábado. 
A tempestade mais forte em 118 anos
O Matthew avança a 20 quilómetros por hora em direção noroeste e mantém-se com ventos máximos de 210 quilómetros por hora. Mas como se forma um fenómeno meteorológico com esta força e intensidade? Este vídeo da ABCNews ajuda a explicar:



Com a chegada das primeiras chuvas e rajadas de vento à beira-mar, mais de 180 mil casas e empresas na Florida ficaram sem eletricidade.

"Esta tempestade é monstruosa. Quero que toda a gente sobreviva a isto. Podemos reconstruir casas e podemos reconstruir empresas. Mas não podemos reconstruir vida", disse Rick Scott, governador da Florida.

De acordo com a empresa Florida Power & Light, a principal elétrica do estado, à 01:00 (06:00 em Lisboa), 179.980 casas estavam sem luz, a maioria em Palm Beach (71.010) e Martin (26.430).

O serviço nacional de Meteorologia dos Estados Unidos já admitiu que está poderá ser a tempestade mais forte a atingir a costa da Florida dos últimos 118 anos. 

(com agências)
Tópicos
PUB