G7 debatem estratégia sobre conflitos no Médio Oriente e Ucrânia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 reúnem-se estas terça e quarta-feira em Tóquio para tentar enviar uma mensagem comum sobre o conflito entre Israel e Palestina e reafirmar a continuidade da ajuda à Ucrânia.

Lusa /
G7 procuram acalmar a situação no Médio Oriente EPA

O encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros do Grupo dos Sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, deverá abordar os desenvolvimentos mais recentes do conflito entre Israel e o grupo islamita Hamas.

O principal objetivo da atual presidência japonesa do G7 é que desta reunião saia uma “mensagem unificada, que ajude a acalmar a situação no Médio Oriente”, afirmou o porta-voz do executivo japonês, Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa realizada em Tóquio.

A presidência japonesa também planeia convidar os ministros dos Negócios Estrangeiros do Cazaquistão, Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão e Quirguizistão para uma sessão da reunião, através de vídeoconferência, referiu a imprensa local, explicando que a intenção é tentar conter a crescente influência de Pequim na Ásia Central.

A 7 de outubro, o Hamas – classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - efetuou um ataque de dimensões sem precedentes a território israelita.

Iniciou-se então uma forte retaliação de Israel ao enclave palestiniano pobre, desde 2007 controlado pelo Hamas, com cortes do abastecimento de comida, água, eletricidade e combustível e bombardeamentos diários, seguidos de uma ofensiva terrestre que completou na quinta-feira o cerco à cidade de Gaza.


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