Mundo
Galliano despedido da Dior por comentários antissemitas
O estilista John Galliano, diretor artístico há 12 anos da linha de roupa feminina, marroquinaria e imagem da casa Dior, vai ser despedido na sequência de comentários contra judeus, proferidos num bar de Paris, quando estava visivelmente embriagado. A casa francesa de alta costura anunciou estar a tomar providências legais para despedir o estilista, suspenso de funções após ter sido difundido um vídeo em que o estilista dizia “adorar Hitler”.
A Casa Dior não perdeu tempo em agir contra o seu diretor artístico, após a divulgação de um vídeo, no site do tabloide “The Sun”, em que Galliano dirigia insultos antissemitas e racistas a um casal que estava sentado a seu lado num bar de Paris. Uma outra mulher garante ter sido vítima de impropérios semelhantes em outubro do ano passado.
O vídeo, com a duração de 42 segundos, feita por clientes do bar em dezembro do ano passado, mostra o homem visivelmente embriagado a dizer: “Adoro Hitler. Gente como tu estaria morta. As vossas mães, os vossos antepassados estariam todos... gaseados e mortos".
O vídeo suscitou a indignação de Natalie Portaman, vencedora do Óscar de Melhor Atriz, nascida em Israel e cara de campanha de um perfume da Dior. “À luz deste vídeo, e enquanto pessoa orgulhosa de ser judia, não quero ser associada de nenhuma maneira a Galliano”, refere a atriz, citada pelo “New York Times”.
A divulgação do vídeo chegou à imprensa depois de, na quinta-feira, outros clientes do mesmo bar terem acusado o estilista de tentativa de agressão e de insultos antissemitas. Detido para interrogatório, Galliano negou todas as acusações, mas outros testemunhos corroboraram-nas. A Dior suspendeu de imediato as relações com o estilista.
"Hoje, devido ao caráter particularmente odioso do comportamento e das declarações proferidas por John Galliano num vídeo publicado na segunda-feira, a casa Christian Dior decidiu suspendê-lo de imediato e iniciar um processo de despedimento contra o estilista", refere, em comunicado, a casa de alta costura, propriedade do grupo LVHM, com quem o estilista colaborava desde 1996.
O diretor máximo da Dior Couture condenou as afirmações do estilista, sublinhando estarem em "total contradição com os valores essenciais que a casa sempre defendeu".
As autoridades francesas estão a proceder a mais investigações antes de levarem o caso a tribunal.
O vídeo, com a duração de 42 segundos, feita por clientes do bar em dezembro do ano passado, mostra o homem visivelmente embriagado a dizer: “Adoro Hitler. Gente como tu estaria morta. As vossas mães, os vossos antepassados estariam todos... gaseados e mortos".
O vídeo suscitou a indignação de Natalie Portaman, vencedora do Óscar de Melhor Atriz, nascida em Israel e cara de campanha de um perfume da Dior. “À luz deste vídeo, e enquanto pessoa orgulhosa de ser judia, não quero ser associada de nenhuma maneira a Galliano”, refere a atriz, citada pelo “New York Times”.
A divulgação do vídeo chegou à imprensa depois de, na quinta-feira, outros clientes do mesmo bar terem acusado o estilista de tentativa de agressão e de insultos antissemitas. Detido para interrogatório, Galliano negou todas as acusações, mas outros testemunhos corroboraram-nas. A Dior suspendeu de imediato as relações com o estilista.
"Hoje, devido ao caráter particularmente odioso do comportamento e das declarações proferidas por John Galliano num vídeo publicado na segunda-feira, a casa Christian Dior decidiu suspendê-lo de imediato e iniciar um processo de despedimento contra o estilista", refere, em comunicado, a casa de alta costura, propriedade do grupo LVHM, com quem o estilista colaborava desde 1996.
O diretor máximo da Dior Couture condenou as afirmações do estilista, sublinhando estarem em "total contradição com os valores essenciais que a casa sempre defendeu".
As autoridades francesas estão a proceder a mais investigações antes de levarem o caso a tribunal.