Gate Gourmet aceita readmitir pessoal despedido alheio à greve
A empresa norte-americana Gate Gourmet, na origem da greve que afectou centenas de voos da British Airways no aeroporto londrino de Heathrow, comprometeu-se hoje a readmitir os trabalhadores despedidos quarta-feira que não tenham participado na greve.
"As negociações prosseguem entre a direcção e o sindicato (Ó) A Gate Gourmet está disposta a readmitir os empregados que estiveram ausentes do trabalho por razões legítimas e que não participaram na greve selvagem de quarta-feira", anunciou a empresa num comunicado.
Esta empresa, detida pelo grupo norte-americano Texas Pacific, está na origem do conflito que obrigou à suspensão, por mais de 24 horas, dos voos da companhia aérea britânica British Airways no aeroporto de Heathrow, entre quinta-feira à tarde e sexta-feira à noite.
Na quarta-feira, a Gate Gourmet terá despedido 660 trabalhadores (800, segundo o Sindicato dos Transportes) que entraram em greve, sem pré-aviso, em protesto pela contratação de trabalhadores temporários no âmbito de uma reestruturação da empresa.
Quinta-feira, parte do pessoal de terra da British Airways, entre os quais os bagageiros, abandonaram os seus postos de trabalho em solidariedade com os colegas despedidos pela Gate Gourmet.
No seu comunicado de hoje, a empresa de refeições indica ainda que "aqueles que não puderam ser contactados quarta-feira para determinar se estavam ou não a participar nesta greve ilegal, terão de ser despedidos".
A empresa nega ainda as acusações do Sindicato dos Transportes, afirmando ser falso que "os trabalhadores tenham sido despedidos com um pré-aviso de três minutos".
A British Airways retomou sexta-feira à noite os seus voos de e para o aeroporto de Heathrow, com o primeiro voo a descolar às 22:13 (locais e de Lisboa).
Dezenas de milhares de passageiros foram afectados pela suspensão dos voos, incluindo quatro dezenas de portugueses que começaram entretanto a regressar a Portugal, embora sem as respectivas bagagens.