General colombiano capturado pelas FARC

O General Rubén Darío Alzate e dois acompanhantes foram raptados numa zona selvática em Chocó, na Colômbia. O presidente do país, Juan Manuel Santos, suspendeu de forma unilateral as negociações de paz que se mantêm há cerca de dois anos com as FARC em La Habana, Cuba, até serem libertados os reféns.

João Ferreira Pelarigo, RTP /
Presidente colombiano em conferência de impressa acerca do rapto do general Rubén Darío Alzate e de dois acompanhantes em Las Mercedes Reuters

Alzate, bem como o cabo e a advogada que o acompanhavam, foram raptados durante uma inspeção de obras de um projeto energético a ser realizado naquela região do país.

De acordo com a imprensa local, escreve o El País, o general colombiano passava num bote pelo rio Atrato e decidiu parar em Las Mercedes, aldeia onde habitam vários membros das FARC, embora o tenham avisado para não o fazer.
Este sequestro deu-se dois dias depois de as FARC anunciarem que têm em seu poder dois soldados capturados durante os confrontos ocorridos a 9 de novembro.


O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, disse que todos os indícios do rapto apontam para uma ação das FARC. “De acordo com a informação que se tem, as operações que se têm feito nas redondezas e os relatos daqueles que estiveram no local, estima-se que os raptores sejam membros da frente 34 das FARC”, adiantou Pinzón.

“Quando estavam no interior da comunidade, os militares e a advogada foram surpreendidos pelos guerrilheiros da Frente 34 das FARC, os quais saíram das suas casas e tomaram imediatamente como refém o general”, avançaram fontes militares.
Negociações de paz suspensas
Juan Manuel Santos reuniu-se com a liderança militar no Ministério da Defesa e anunciou que a viagem dos delegados do Governo planeada para esta segunda-feira a Cuba ficaria sem efeito. A viagem estava integrada nas negociações de paz que decorrem desde 2012.

O rapto ocorreu a dois dias de se completarem dois anos desde o início das negociações entre ambas as partes.

“Suspendem-se as negociações até se apurarem as causas e até à libertação destas pessoas. Desta forma, amanhã não vão viajar os negociadores para La Habana”, afirmou na noite de domingo o presidente colombiano.
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