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General israelita: o ocupante transforma-se "de tigre em porco"
O major-general Amiram Levin está reformado e não tem papas na língua. Em Junho candidatou-se a liderar o Partido Trabalhista e desistiu. Apresentava-se como esquerda do partido, mas o que diz agora viola todas as normas de "politicamente correcto".
Levin tem atrás de si uma carreira militar de 33 anos, foi comandante do Exército no sector norte e é considerado ministeriável na pasta da Defesa se as próximas eleições forem ganhas pelo trabalhista Avi Gabbay, que ele apoiou na corrida à direcção do partido, depois de desistir.
Numa entrevista concedida ao jornal de direita Maariv e antecipada pelo diário liberal Haaretz, Levin diz as últimas sobre os palestinianos: eles "mereceram a ocupação, eles não merecem nada porque não aceitaram as fronteiras da partilha".
O general reformado acha mesmo que "fomos demasiado bons em 1967" e recomenda: "Da próxima vez que eles violarem acordos, atiramo-los para lá do rio Jordão".
O problema que ele vê na ocupação, agora cinquentenária, não é o mal que faz aos palestinianos e sim o mal que faz aos israelitas: "O problema é que a ocupação corrompe, e cria um perigo existencial para a nossa sociedade".
E explica esta ideia: "O IDF [Exército israelita] esqueceu-se de como vencer. Quem controla outras pessoas, transforma-se de tigre em porco. Não procura alvos, fica apenas a engordar, ali sentado. A missão não devia ser trazer os soldados sãos e salvos de volta a casa, devia ser abater o inimigo".
Levin era antes considerado a ala esquerda do trabalhismo e um apoiante assumido das denúncias contra as violações de direitos humanos lançadas pela organização "Breaking the Silence" ["Quebrando o silêncio"]. Depois de ter disputado a liderança com Avi Gabbay, e de ter desistido a favor deste, ambos adoptaram uma retórica cada vez mais nacionalista.
Levin aparece, por exemplo, a defender Netanyahu como "um homem sério" e diz que as suspeitas de corrupção contra o primeiro-ministro no caso dos submarinos apenas têm ocultado as responsabilidades do seu antigo ministro da Defesa, Moshe Yaalon, que deixou realizar negócios duvidosos. Além disso, Levin aparece também a defender a manutenção incondicional dos colonatos nos territórios ocupados.
Para pôr fim à rotina de ocupação que "corrompe" os ocupantes, ele não propõe retirar dos territórios ocupados, mas, simplesmente, expulsar "para além do Jordão" a população palestiniana desses territórios.
Numa entrevista concedida ao jornal de direita Maariv e antecipada pelo diário liberal Haaretz, Levin diz as últimas sobre os palestinianos: eles "mereceram a ocupação, eles não merecem nada porque não aceitaram as fronteiras da partilha".
O general reformado acha mesmo que "fomos demasiado bons em 1967" e recomenda: "Da próxima vez que eles violarem acordos, atiramo-los para lá do rio Jordão".
O problema que ele vê na ocupação, agora cinquentenária, não é o mal que faz aos palestinianos e sim o mal que faz aos israelitas: "O problema é que a ocupação corrompe, e cria um perigo existencial para a nossa sociedade".
E explica esta ideia: "O IDF [Exército israelita] esqueceu-se de como vencer. Quem controla outras pessoas, transforma-se de tigre em porco. Não procura alvos, fica apenas a engordar, ali sentado. A missão não devia ser trazer os soldados sãos e salvos de volta a casa, devia ser abater o inimigo".
Levin era antes considerado a ala esquerda do trabalhismo e um apoiante assumido das denúncias contra as violações de direitos humanos lançadas pela organização "Breaking the Silence" ["Quebrando o silêncio"]. Depois de ter disputado a liderança com Avi Gabbay, e de ter desistido a favor deste, ambos adoptaram uma retórica cada vez mais nacionalista.
Levin aparece, por exemplo, a defender Netanyahu como "um homem sério" e diz que as suspeitas de corrupção contra o primeiro-ministro no caso dos submarinos apenas têm ocultado as responsabilidades do seu antigo ministro da Defesa, Moshe Yaalon, que deixou realizar negócios duvidosos. Além disso, Levin aparece também a defender a manutenção incondicional dos colonatos nos territórios ocupados.
Para pôr fim à rotina de ocupação que "corrompe" os ocupantes, ele não propõe retirar dos territórios ocupados, mas, simplesmente, expulsar "para além do Jordão" a população palestiniana desses territórios.