Mundo
Giorgio Napolitano demite-se da Presidência de Itália
O primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, revelou que o Presidente Giorgio Napolitano, de 89 anos, vai renunciar ao cargo nas próximas horas. O próprio Napolitano tinha admitido já no mês passado estar a considerar demitir-se devido a problemas de saúde.
"Gostaria que saudássemos Napolitano, um europeísta convicto, que nas próximas horas irá deixar o seu posto", afirmou Renzi num discurso ao Parlamento Europeu no encerramento do semestre da União Europeia.
O primeiro-ministro italiano afirmou ainda que o Presidente "liderou a Itália com inteligência e sabedoria".
Giorgio Napolitano aceitou com relutância em 2013 cumprir um segundo mandato na Presidência de Itália, quando um empate eleitoral ameaçou deixar o país politicamente à deriva.A demissão do Presidente abre um processo delicado de nomeação de um novo Chefe de Estado. A votação no Parlamento para eleger o seu substituto deverá ter início no final de janeiro. É necessária uma maioria de dois terços em ambas as câmaras parlamentares para escolher o Presidente nas primeiras três votações.
A eleição pode ser vista como um teste à influência de Renzi sobre os deputados do seu partido de centro-direita.
A lista de candidatos à sucessão de Napolitano inclui nomes como Romano Prodi, ex-primeiro ministro e presidente da Comissão Europeia, e Giuliano Amato, ex-primeiro ministro. Ambos foram já no passado candidatos presidenciais.
O Chefe de Estado italiano pode nomear o primeiro-ministro, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
Um homem de esquerda
Giorgio Napolitano nasceu em Nápoles a 29 de junho de 1925 e formou-se em Direito em 1947, na Universidade Federico II.
Em 1953 foi eleito deputado pela primeira vez por Nápoles, pelo Partido Comunista Italiano, tendo cumprido mandatos sucessivos e ascendo na hierarquia até à cúpula central. Haveria contudo de se desencantar com o ideal comunista, transferindo-se para a social-democracia europeia nos anos 90 do séc XX.
Entre 1989 e 1992 foi deputado ao Parlamento Europeu. Abandonou o lugar para presidir à Câmara de Deputados de Itália substituindo Oscar Luigi Scalfaro, entretanto eleito Presidente de Itália.
Em 1996 foi ministro do Interior do Governo liderado por Romano Prodi. Quando este se desfez, Napolitano foi eurodeputado pelos Democratas de Esquerda entre 1999 e 2004.
Em 10 de maio de 2006 foi eleito Presidente de Itália à quarta volta, com 547 votos dos 501 requeridos, tornando-se o primeiro Presidente de Itália com um passado de membro do PC italiano. Teve como primeiros ministros Romano Prodi, Sílvio Berlusconi, Mario Monti (primeiro mandato), Enrico Letta e Matteo Renzi (segundo mandato).
A 20 de abril de 2013 aceitou ser reeleito para um segundo mandato de sete anos, para desbloquear o impasse criado em torno da eleição do seu substituto. Foi eleito 11º Presidente de Itália com 738 votos dos 504 necessários, tendo recebido o apoio de todos os partidos, excepto do 5 Estrelas (MoVimento 5 Stelle). Tornou-se então o primeiro Presidente italiano eleito para um segundo mandato.
Era até hoje o Chefe de Estado mais velho da Europa e o terceiro mais velho do mundo.
É casado com Clio Maria Bittoni e tem dois filhos, Giulio e Giovanni. É ainda senador vitalício de Itália desde 2005.
O primeiro-ministro italiano afirmou ainda que o Presidente "liderou a Itália com inteligência e sabedoria".
Giorgio Napolitano aceitou com relutância em 2013 cumprir um segundo mandato na Presidência de Itália, quando um empate eleitoral ameaçou deixar o país politicamente à deriva.A demissão do Presidente abre um processo delicado de nomeação de um novo Chefe de Estado. A votação no Parlamento para eleger o seu substituto deverá ter início no final de janeiro. É necessária uma maioria de dois terços em ambas as câmaras parlamentares para escolher o Presidente nas primeiras três votações.
A eleição pode ser vista como um teste à influência de Renzi sobre os deputados do seu partido de centro-direita.
A lista de candidatos à sucessão de Napolitano inclui nomes como Romano Prodi, ex-primeiro ministro e presidente da Comissão Europeia, e Giuliano Amato, ex-primeiro ministro. Ambos foram já no passado candidatos presidenciais.
O Chefe de Estado italiano pode nomear o primeiro-ministro, dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
Um homem de esquerda
Giorgio Napolitano nasceu em Nápoles a 29 de junho de 1925 e formou-se em Direito em 1947, na Universidade Federico II.
Em 1953 foi eleito deputado pela primeira vez por Nápoles, pelo Partido Comunista Italiano, tendo cumprido mandatos sucessivos e ascendo na hierarquia até à cúpula central. Haveria contudo de se desencantar com o ideal comunista, transferindo-se para a social-democracia europeia nos anos 90 do séc XX.
Entre 1989 e 1992 foi deputado ao Parlamento Europeu. Abandonou o lugar para presidir à Câmara de Deputados de Itália substituindo Oscar Luigi Scalfaro, entretanto eleito Presidente de Itália.
Em 1996 foi ministro do Interior do Governo liderado por Romano Prodi. Quando este se desfez, Napolitano foi eurodeputado pelos Democratas de Esquerda entre 1999 e 2004.
Em 10 de maio de 2006 foi eleito Presidente de Itália à quarta volta, com 547 votos dos 501 requeridos, tornando-se o primeiro Presidente de Itália com um passado de membro do PC italiano. Teve como primeiros ministros Romano Prodi, Sílvio Berlusconi, Mario Monti (primeiro mandato), Enrico Letta e Matteo Renzi (segundo mandato).
A 20 de abril de 2013 aceitou ser reeleito para um segundo mandato de sete anos, para desbloquear o impasse criado em torno da eleição do seu substituto. Foi eleito 11º Presidente de Itália com 738 votos dos 504 necessários, tendo recebido o apoio de todos os partidos, excepto do 5 Estrelas (MoVimento 5 Stelle). Tornou-se então o primeiro Presidente italiano eleito para um segundo mandato.
Era até hoje o Chefe de Estado mais velho da Europa e o terceiro mais velho do mundo.
É casado com Clio Maria Bittoni e tem dois filhos, Giulio e Giovanni. É ainda senador vitalício de Itália desde 2005.