Gouveia e Melo considera ilegítima intervenção dos EUA na Venezuela

 O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje ilegítima a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, apesar das dúvidas sobre a democracia do Governo de Caracas, e alertou para os riscos da nova conjuntura internacional.

Lusa /

Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Henrique Gouveia e Melo na Feira de Monte Abraão, em Sintra, após ter sido confrontado com o "ataque em larga escala" ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.

Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em termos de cumprimento das regras internacionais, a intervenção militar norte-americana na Venezuela "é ilegítima".

"É preocupante que países invadam a soberania de outros e que se resolvam, através da força, determinadas situações", salientou.

Perante os jornalistas, o almirante apontou que, em fevereiro de 2022, contra a Ucrânia, "houve uma operação Z russa, e agora há uma outra operação, desta vez norte-americana, com o mesmo formato e com o mesmo feitio, para mudar o Governo, independentemente se é legítimo ou não esse Governo" de Caracas.

Gouveia e Melo afirmou não estar a pôr no mesmo plano Donald Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, mas, antes, a salientar que "houve uma mudança no sistema internacional preocupante".

 Em relação à posição da diplomacia nacional, Gouveia e Melo disse que importa acompanhar a situação e vincou que Portugal é um aliado dos Estados Unidos.

"A nossa comunidade de Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem", declarou.

Lusa/Fim

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