Governo argentino ataca "colonialismo" britânico nas Malvinas

A presidente argentina, Cristina Fernández Kirchner, reclamou a devolução das Malvinas ao seu país e criticou o Reino Unido por manter o seu domínio sobre esse conjunto de ilhas pertencente à plataforma costeira argentina. Segundo Kirchner, trata-se de um exemplo de "colonialismo à século XIX".

RTP /
A presidente argentina, Cristina Fernández Krichner DR

A declaração de Kirchner constitui resposta à decisão britânica de de dezembro, de dar o nome da rainha de Inglaterra uma extensa parte da Antártida. Para o Governo de Buenos Aires, trata-se de uma verdadeira provocação, e assim o manifestou na carta da sua presidente, hoje dada à estampa como publicidade paga em diversos diários britânicos.

A disputa onomástica traduz um litígio territorial. A Argentina reclama, além dessa agora cbaptizada "Queen Elizabeth Land", a Geórgia do Sul e as Ilhas Sandwich do Sul, entre outros territórios sob domínió britânico.

Igualmente considerada provocatória é a decisão britânica de marcar, para março de 2013, um referendo nas Malvinas, que se espera venha a dar uma esmagadora maioria pela reafirmação da presença britânica.

Acontece que, do ponto de vista argentino, os habitantes das "Falklands" (nome inglês para o arquipélago) são colonos, enxertados em terra estranha depois de ter sido expulsa a escassa população argentina anterior.

A presidente argentina invoca a declaração da ONU de 1960 que reclamava o fim do colonialismo. Um porta-voz do primeiro-ministro britânico David Cameron já reagiu entretanto, alegando que os actuais habitantes do arquipélago têm "um claro desejo de permanecer britânicos" e prometendo opor-se às pretensões argentinas.

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