Governo brasileiro divulga nomes de 166 empresas que utilizavam trabalho escravo

Um lista com os nomes de 166 empresas e propriedades rurais que utilizavam trabalho escravo foi divulgada hoje pelo governo brasileiro, com o objectivo de combater este tipo de crime no Brasil.

Agência LUSA /

A "lista suja", como foi denominada pelo Ministério do Trabalho, incluiu nomes de empresários e até de políticos, como o do deputado federal pelo Estado de Pernambuco, Inocêncio de Oliveira.

Na fazenda Caraíbas, propriedade do deputado Inocêncio Oliveira, foram encontrados 56 trabalhadores em condições semelhantes ao trabalho escravo, informou o Ministério do Trabalho.

No ano passado, fiscais daquele Ministério descobriram 2.745 trabalhadores em condições semelhantes à de escravatura em diversas empresas e propriedades rurais em várias regiões do Brasil.

Os estados brasileiros onde foram registados casos de trabalho escravo estão localizados nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte do Brasil, nomeadamente Pará, Maranhão, Rondónia, Mato Grosso, Piauí e Tocantins.

Visando contrariar a situação, o Congresso brasileiro está a discutir uma proposta de mudança na legislação que permitirá a expropriação de propriedades rurais onde forem encontrados trabalhadores em regime semelhante ao de escravatura.

Desde que o Ministério do Trabalhou aumentou a fiscalização contra a ocorrência desse crime, há cerca de dez anos, mais de 10,5 mil trabalhadores foram encontrados a viver em condições próximas da escravatura.

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