Governo chinês encerrou em 2004 mais de 1.800 páginas porno na internet

O governo chinês fechou mais de 1.800 páginas de conteúdo pornográfico na Internet durante o último ano, no quadro de uma campanha nacional contra o sexo na rede, informou hoje o jornal oficial China Daily.

Agência LUSA /

Na sua maioria, os sites foram bloqueados na sequência de denúncias de cidadãos através do centro de "cyberpolícias" criado em Junho de 2004 e que pode ser contactado através da Internet ou por telefone.

O centro recebeu um total de 143.000 informações, 67,5 por cento das quais relacionadas com a pornografia, 4,4 por cento com questões de "culto" e 3,4 por cento com "burlas cybernéticas", esclareceu o seu director, Liu Zhengrong.

Para estimular as denúncias, todos os que fornecem uma informação qualificada são recompensados com uma quantia em dinheiro que oscila entre 60 e 240 dólares (49 e 198 euros).

Zhengrong não especificou, contudo, se as páginas encerradas eram de chineses ou de estrangeiros.

A China, o segundo país do mundo após os EUA com maior número de internautas, com 87 milhões de utilizadores, está empenhada numa campanha contra a pornografia que, de acordo com organizações como os Jornalistas sem Fronteira (RSF), serve de desculpa para fechar páginas que albergam textos críticos e vozes dissidentes.

Embora o acesso a páginas pornográficas em chinês seja muito difícil, basta mudar para qualquer outro idioma para poder entrar sem demasiados problemas em páginas web de conteúdo erótico ou pornográfico de outra nacionalidade.

Não acontece o mesmo, no entanto, com endereços de organizações de direitos humanos, como a RSF, a Amnistia Internacional ou a Human Rights Watch, constantemente bloqueados graças ao complexo sistema de censores "em linha" e acordos com os servidores para obter uma auto-censura.


PUB