Governo da Eritreia acusado de ter encarcerados "pelo menos" dez mil presos políticos
Nairobi, 09 mai (Lusa) -- A Amnistia Internacional revelou que a Eritreia tem encarcerados "pelo menos 10.000 presos políticos", desde que conseguiu a independência da Etiópia há 20 anos.
Num comunicado sobre o vigésimo aniversário da independência da Eritreia, que se assinala a 24 de maio, a AI condena a "repressão" que exerce o governo do Presidente Isaias Afewerki, que dirige o país desde 1993.
Atualmente, sublinha a AI, a Eritreia "é um país em que os Direitos Humanos são constantemente violados. Não há imprensa independente, nem partidos políticos de oposição, nem sociedade civil. Só quatro religiões são reconhecidas pelo Governo".
O mesmo documento, intitulado "20 anos de independência, mas sem liberdade", detalha que milhares de prisioneiros políticos foram "detidos sem acusações e em condições atrozes inimagináveis".
A AI apela à imediata libertação dos presos políticos.
A Eritreia conquistou a independência da Etiópia em 1993, depois de 30 anos de guerra.