Governo da Venezuela acusa Trump de ameaçar a estabilidade da América Latina

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Um homem passa por um mural pintado numa parede da capital da Venezuela, Caracas
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O Presidente dos Estados Unidos assumiu sexta-feira pela primeira vez a possibilidade de intervir militarmente no país liderado por Nicolás Maduro. Em resposta, Caracas acusou este sábado o líder norte-americano de "ameaça temerária" que "visa arrastar a América Latina e as Caraíbas para um conflito".

"A ameaça temerária do Presidente Donald Trump visa arrastar a América Latina e as Caraíbas para um conflito que perturbaria, de forma permanente, a estabilidade, a paz e a segurança da nossa região", declarou o ministro dos Negócios estrangeiros da Venezuela Jorge Arreaza.

O ministro lia um comunicado em nome do Presidente Nicolás Maduro, herdeiro do regime de Hugo Chávez.

Também esta tarde o bloco Mercosur rejeitou a ameaça do uso de força na Venezuela, num comunicado enviado pelo Ministério Argentino dos Negócios Estrangeiros.

Donald Trump afirmou que existem "várias opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se necessário", disse, sem facultar mais detalhes. 

Além da ameaça do uso da força, Donald Trump deixou outro desafio a Nicolás Maduro. Disse que aceitará falar com o seu homólogo venezuelano "assim que a democracia for restaurada" no país.

A resposta de Trump descartou assim o pedido de Maduro para falar com Donald Trump durante a Assembleia-Geral da ONU a 20 de setembro, manifestado quinta-feira num discurso em Caracas.

"Trump pediu a Maduro respeito pela Constituição, eleições livres e justas, a libertação dos presos políticos e o fim das violações aos direitos humanos" e "Maduro, pelo contrário, escolheu o caminho ditatorial", sublinhou Washington num comunicado, no qual salientou que os Estados Unidos "estão com o povo da Venezuela contra a contínua opressão do regime de Maduro".

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