Mundo
Governo de Espanha decreta três dias de luto nacional
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, que se deslocou a Adamuz nesta segunda-feira, um dia depois do trágico acidente ferroviário que causou pelo menos 39 mortos
No local, o chefe do governo espanhol prometeu "transparência absoluta" e "verdade" sobre o que vier a ser apurado na investigação às causas do acidente no sul de Espanha.
O luto nacional prolonga-se até quinta-feira adiantou o primeiro-ministro que agradeceu ainda o profissionalismo dos operacionais no terreno e a ação coordenada das diferentes instituições públicas envolvidas nas operações de socorro.
A colisão entre dois comboios de alta velocidade tirou a vida a 48 pessoas, 122 ficaram feridas, 12 permanecem internadas em serviços de cuidados intensivos.
Jornal da Tarde, 19 de janeiro de 2026
Até ao momento não são conhecidas as causas do acidente mas a agência Reuters avançou nesta segunda-feira que um sindicato de maquinistas já tinha alertado para danos nos carris numa carta enviada em agosto do ano passado.
Até ao momento não são conhecidas as causas do acidente mas a agência Reuters avançou nesta segunda-feira que um sindicato de maquinistas já tinha alertado para danos nos carris numa carta enviada em agosto do ano passado.
Na missiva, o sindicato (SEMAF) apontava um "desgaste severo dos carris da ferrovia de alta velocidade”, incluindo no troço onde os dois comboios colidiram.
O primeiro-ministro português já hoje manifestou ao seu homólogo espanhol a solidariedade de Portugal e disponibilizou apoio "para o que for necessário".
Na rede social X, Luís Montenegro escreveu que enviou ao primeiro-ministro Pedro Sánchez "toda a solidariedade de Portugal ao Reino de Espanha, aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente ferroviário em Córdoba".
Na rede social X, Luís Montenegro escreveu que enviou ao primeiro-ministro Pedro Sánchez "toda a solidariedade de Portugal ao Reino de Espanha, aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente ferroviário em Córdoba".
Ainda de acordo com informações do governo, não há indicação de portugueses entre as vítimas.