Governo de Singapura exorta cidadãos a casarem-se e a terem filhos

Banguecoque, 03 ago (Lusa) -- O Governo de Singapura exortou os seus cidadãos a casarem-se e a terem filhos para contrariar a tendência de envelhecimento da população de um dos Estados mais prósperos e com uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo.

Lusa /

O ministro da Família e Desenvolvimento Social de Singapura, Chan Chun Sing, indicou que o aumento da taxa de natalidade é uma "prioridade" do seu Governo.

Com um rendimento per capita de cerca de 59 mil dólares, a cidade-Estado tem há anos uma taxa de natalidade que ronda 1,1 ou 1,2 filhos por mulher, abaixo dos 2,1 necessários para manter o crescimento populacional.

"Enfrentamos um envelhecimento rápido da população, há também uma grande proporção de jovens que se casam tarde ou nunca se casam", lamentou Chan.

O ministro salientou que o seu Governo está a trabalhar para a criação de programas que facilitem a criação de família, que qualificou como uma instituição prioritária na sociedade.

Quando conseguiu a independência em 1957, Singapura tinha uma taxa de natalidade relativamente elevada, mas, dada a sua falta de espaço físico, foram lançadas políticas de controlo do crescimento da população e a taxa de natalidade reduziu-se para um dos níveis mais baixos do mundo.

Hoje o problema é convencer os jovens a terem filhos num ambiente laboral geralmente bem remunerado, com salários médios na ordem dos 2.000 dólares (1.600 euros).

A dificuldade de encontrar casa dificulta, porém, a criação de família numa das economias mais desenvolvidas do mundo com um importante setor de serviços e manufaturas, de acordo com a imprensa local.

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